Ano: 2022

  • Rafael Motta lista motivos para eleitor “Fechar” com ele na disputa pelo senado

    Rafael Motta / Foto: Divulgação

    O deputado federalRafael Motta não desiste! Do contrário, segue disposto a lutar por uma vaga no Senado Federal. Nas redes sociais, ele segue buscando apoio dos eleitores. Já chegou até mesmo a telefonar para os eleitores para questioná-los sobre sua candidatura.

    Mais uma vez através das redes sociais, o deputado listou motivos para ser votado. Segundo a lista apresentada por ele, o eleitor deve “fechar” com ele porque:

    1 – está sempre presente nos municípios;

    2 – viabilizou mais de R$ 170 milhões em emendas;

    3 – vota em sintonia com o povo;

    4 – apresentou 80 projetos de lei.

    Motta até esperou o apoio da governadora Fátima Bezerra que, por sua vez, reafirmou a chapa com Carlos Eduardo Alves para Senador. Para a governadora, neste momento, Rafael é mais importante na Câmara Federal, uma vez que ele pode continuar a ser um elo importante para a gestão estadual no Congresso Nacional.

    O deputado, por sua vez, “bateu o pé” e não aceita recuar. Contando com o apoio do diretório nacional do PSB para o Senado, ele segue lutando por uma vaga no Senado Federal.

  • Ministério da Saúde confirma 8º caso de varíola dos macacos no país

    Paciente é morador de Maricá, no Rio de Janeiro/ Foro: Dado Ruvic

    O Ministério da Saúde foi notificado sobre o oitavo caso registrado no Brasil do vírus monkeypox, conhecido como varíola dos macacos O paciente é um homem de 25 anos, morador de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ele não viajou para o exterior, mas teve contato com estrangeiros.

    O caso foi confirmado pelo Laboratório de Enterovirus do Instituto Oswaldo Cruz, no Rio, que utilizou o método de Isolamento Viral para fazer o diagnóstico.

    De acordo com informações do Ministério da Saúde, o paciente está com quadro clínico estável, sem complicações e é monitorado pelo Instituto Nacional de Infectologia e pelas secretarias de Saúde do estado e do município.

    “Todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de monkeypox, com o isolamento do paciente e rastreamento dos seus contatos”, informou o Ministério da Saúde, que notificou a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o caso.

    Casos investigados
    Dois oito casos confirmados no país até o momento, quatro foram em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul e dois no Rio de Janeiro. Há, ainda, seis casos em investigação.

    O sétimo caso foi confirmado na sexta-feira (17), no Rio de Grande do Sul. As cinco pessoas que tiveram contato com o homem diagnosticado com varíola dos macacos no Rio de Janeiro não apresentaram sintomas até o sábado.

    No sábado (18), a OMS informou que deixaria de tratar de forma diferenciada os casos em países onde a doença é considerada endêmica, ou seja, com circulação o ano inteiro, e os demais países.

    A varíola dos macacos era considerada endêmica em países da África Central e da África Ocidental, mas nos últimos meses houve relatos da doença em diversos outros países não endêmicos, especialmente na Europa, que já responde por 84% dos casos notificados, segundo a OMS.

    Entre os dias 1º de janeiro e 15 de junho deste ano, a OMS foi notificada sobre 2.103 casos confirmados da varíola do macaco, em 42 países, assim como um caso provável e uma morte.

    *Com informações da Agência Brasil

  • Elienai Cartaxo, ex-vice prefeita de Parnamirim, morre aos 65 anos

    Elienai Cartaxo/ Foto: Reprodução/Facebook

    Na madrugada desta segunda-feira (2), Elienai Cartaxo veio a falecer. A ex-vice prefeita e ex-vereadora de Parnamirim lutava contra um câncer. Ela tinha 65 anos.

    Elienai se formou em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e atuou como professora no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Durante sua vida, foi muito atuante dentro do segmento evangélico. Foi, por oito anos, Assessora Técnica e Secretária do gabinete civil do prefeito Agnelo Alves, na Prefeitura de Parnamirim.

    Após isso, foi eleita vereadora por dois mandados, onde foi vice-presidente da Câmara Municipal de Parnamirim por dois anos. Entre 2017 e 2020, foi vice-prefeita da cidade no mandato do prefeito Rosano Taveira. Já nas eleições de 2020, rompeu com o então prefeito e se candidatou como vice-prefeita na chapa da Professora Nilda.

    Nascida e criada em Parnamirim, Elienai Cartaxo construiu sua família na cidade, e deixa para trás 2 filhos e 3 netos. O velório se inicia às 9h da manhã no templo sede da Assembleia de Deus em Parnamirim. Às 14h30 haverá um culto, e mais tarde, às 16h, acontecerá o sepultamento, no cemitério Morada da Paz.

  • Botafogo arranca vitória sobre o Internacional no Brasileiro

    Internacional x Botafogo pelo Campeonato Brasileiro no Estadio Beira Rio/ Foto: Vitor Silva/Botafogo

    O Botafogo arrancou uma vitória de 3 a 2 sobre o Internacional, neste domingo (19) no estádio Beira Rio, e assumiu a 7ª posição da Série A do Campeonato Brasileiro com 18 pontos. Já o Colorado ficou na 5ª posição da classificação, com 21 pontos, com o revés.

    A equipe de Porto Alegre abriu o placar logo aos 8 minutos, em gol em cobrança de pênalti de Edenilson. Vale ressaltar que, no momento da marcação da penalidade (que foi muito contestada), o zagueiro Philipe Sampaio acabou expulso. Com um homem a mais, o Colorado conseguiu ampliar cinco minutos depois, com Fabricio Bustos. Porém, aos 18 minutos Vinicius Lopes aproveitou bola que sobrou após bate e rebate para descontar.

    Mesmo com um homem a menos, o Botafogo continuou tentando, e a insistência foi premiada aos 13 minutos da etapa final, quando Erison marcou de cabeça. Mas o lance de maior emoção saiu nos acréscimos, quando, após rápido contra-ataque, Hugo marcou o gol da virada. O ponto negativo foi a briga generalizada que começou após o apito final.

  • Caixa paga hoje Auxílio Brasil a beneficiários com NIS final 2

    Valor mínimo para cada família é R$ 400 Foto: Reprodução

    A Caixa Econômica Federal paga hoje (20) a parcela de junho do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) com final 2. O valor mínimo do benefício é de R$ 400. As datas seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava os beneficiários nos dez últimos dias úteis do mês.

    O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e o aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

    Atualmente, 17,5 milhões de famílias são atendidas pelo programa. No início do ano, três milhões de famílias foram incluídas no Auxílio Brasil.

  • Lula e Bolsonaro não comparecem a sabatinas e geram questionamentos

    Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL)
    /Foto: Reprodução

    A ausência dos dois principais candidatos ao pleito de outubro deste ano nas sabatinas acendeu um alerta em analistas e demais candidatos à Presidência da República. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), pré-candidato à reeleição, não compareceram à sabatina promovida pelo Correio, no último dia 31 de maio, nem às demais, anunciadas por outros veículos da imprensa. O questionamento que surge, então, é se essa será uma estratégia dos líderes das pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2022, evitando assim, o desgaste de imagem.

    Apesar de estarem em lados opostos na polarização, o petista e o atual presidente acabam utilizando estratégias semelhantes para manterem-se com boa performance nas pesquisas. A tática não é nova: em 1989, Fernando Collor de Mello não participou dos debates no primeiro turno. Em 1998, o então candidato Fernando Henrique Cardoso também se ausentou. Em 2006, o próprio presidente Lula, candidato à reeleição, não registrou presença nos debates do primeiro turno. E, mais recentemente, o então deputado Jair Bolsonaro ausentou-se dos debates no segundo turno, em 2018, sob a desculpa de que estava se recuperando da facada que levara durante a campanha, no interior de Minas Gerais. Foi a primeira vez na história que não houve debate entre os candidatos que disputaram o segundo turno.

    Segundo fonte próxima a Bolsonaro no Palácio do Planalto, estar presente nos debates e sabatinas em 2022 não passa nem perto das preocupações do presidente no momento. Hoje, a menos de quatro meses das eleições, o chefe do Executivo tem em mente quatro temas: combustível, inflação, economia e rejeição. “A participação nos debates só entrará no radar de preocupação (do presidente) quando a campanha estiver em curso”, disse à fonte ao Correio. Por ainda ser pré-candidato, não há compromisso oficial com a participação nos debates, e isso será usado a favor para postergar a avaliação da necessidade de comparecer ou não. Bolsonaro já chegou a declarar que sua ida aos debates do primeiro turno só ocorrerá se Lula também marcar presença.

    “Talvez eu compareça. Vamos esperar. Eu fecho agora, se o Lula for, vou junto com ele”, disse Bolsonaro, no início de junho. Em outra ocasião, também afirmou que iria nos debates caso chegasse ao segundo turno. No que tange ao primeiro turno, contudo, não informou. “No segundo turno, vou participar. Se eu for para o segundo turno, devo ir, né, vou participar. No primeiro, a gente pensa.”

    Nos bastidores da campanha de Lula, há o entendimento de que não é vantajoso participar de debates sem que Bolsonaro esteja presente. Do contrário, seria apenas dar oportunidade para que os demais candidatos — que estão abaixo dos dois dígitos nas intenções de voto — ataquem o ex-presidente e ganhem espaço.

    Os partidos que compõem a chapa de Lula e de Geraldo Alckmin — PT, PSB, PSol, PCdoB, PV, Rede e Solidariedade — enviaram uma carta à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e à Associação Nacional de Jornais (ANJ) propondo que os debates presidenciais nas eleições de 2022 sejam limitados a três eventos e feitos em um modelo de “pool”, ou seja, com organização conjunta por diversos veículos de comunicação. O modelo é utilizado, por exemplo, nos Estados Unidos. No Brasil, historicamente, os debates são organizados um a um por diversos veículos de comunicação.

    Na carta, os partidos argumentaram ainda que os 45 dias de campanha eleitoral previstos na legislação para este ano são curtos demais para comportar os 10 debates propostos até o momento, e que a rotina seria “incompatível com a agenda política e a realização de atos públicos de campanha”.

    Questionado se a falta de participação de Lula nas sabatinas não prejudicaria o processo eleitoral, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é um dos coordenadores da campanha do petista, disse à reportagem que “se o processo eleitoral está sendo prejudicado de alguma forma é por parte do atual governo, que tenta manipular o eleitor ao questionar a segurança das urnas e do sistema pelo o qual ele foi eleito”. Ele defendeu que as propostas já são conhecidas pela população, e que serão “detalhadas ainda mais” durante a campanha.

    *Com informações do Correio Braziliense

  • América vence o Globo em jogo pela Série D

    Partida foi na tarde deste domingo 18. Foto: Luiz Macedo

    América e Globo se enfrentaram na tarde deste domingo 18 na Arena das Dunas, em Natal. A partida valeu pela Série D do Campeonato Brasileiro.

    O América dominou o Globo no primeiro tempo, pressionou, mas não saiu do 0 a 0 nos primeiros 45 minutos de jogo. E Aos 35 minutos do segundo tempo, Téssio abriu o placar para o time alvirrubro garantindo a partida. O placar terminou em 1 a 0 para o time alvirrubro.

    O resultado do duelo potiguar na 4ª divisão nacional fez com que o América avance para o G4 da série D do Campeonato Brasileiro.

  • Suspeito é preso por arrombar residência e furtar fios de energia em Natal

    Foto: Reprodução

    Um suspeito foi preso, na manhã deste domingo (19), por arrombar uma casa e furtar fios na Zona Leste de Natal. Por volta das 8 horas, a Polícia Militar, através da Rocam, deu voz de prisão ao homem conhecido como Andryo José Lacerda Façanha.

    O caso ocorreu na rua Lourival Açucena, no bairro Tirol.

    O material subtraído e o suspeito foram apresentados na Central de Flagrantes, para realização dos procedimentos cabíveis.
    Via Portal 96 FM

  • Polícia investiga oito suspeitos de participação em morte de indigenista e jornalista no AM; três estão presos

    Foto: Bruno Kelly/REUTERS

    O número de suspeitos de envolvimento na morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips subiu para oito pessoas, segundo investigação da polícia. Três deles já foram presos durante as investigações sobre o caso.

    De acordo com a polícia, mais cinco homens que ajudaram a enterrar os corpos de Bruno e Dom na mata foram identificados. A polícia não revelou os nomes.

    Eles devem ser indiciados pelo crime de ocultação de cadáver e vão responder as acusações em liberdade, devido o crime prever uma pena inferior a 4 anos.

    Presos

    No dia 9 de junho, a Justiça decretou a prisão temporária de Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como “Pelado”, que confessou o crime no dia 15, um dia após o irmão Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos”, ter sido preso.

    Também no dia 15 de junho, a Justiça decretou a prisão temporária de Oseney. Os três suspeitos seguem detidos na carceragem da 50ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Atalaia de Norte.

    Jeferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”, foi considerado foragido na noite de sexta-feira (17) após ter o mandado de prisão expedido e não ser localizado pelas autoridades. Ele se entregou na delegacia de Atalaia do Norte, a 1.136 quilômetros de Manaus, nas primeiras horas da manhã de sábado (18), onde foi ouvido pelo delegado Alex Perez Timóteo.

    Durante a tarde, Jeferson foi escoltado por agentes da Polícia Federal ao Fórum de Justiça do município para a audiência de custódia e teve a prisão temporária decretada.

    Via g1

  • No Brasil, o preconceito com a maternidade ainda poda executivas

    Para chegar à posição de vice-presidente da multinacional brasileira de tecnologia CI&T e à de integrante dos conselhos de administração da Telefônica/Vivo e da Locamerica, Solange Sobral não só teve de atravessar barreiras extras por ser mulher e negra, mas também por ser mãe e atuar em uma área predominantemente masculina, a de tecnologia. A maternidade e o setor de atuação são dois dos grandes obstáculos que as mulheres enfrentam e, em muitos casos, estancam a trajetória das executivas, conforme especialistas.

    Foto: Alex Régis

    “Quando você vai para alguns setores, como de tecnologia ou financeiro, e, dentro dessas áreas escolhe o ‘core business’ (atividade principal), vai rareando cada vez mais o número de mulheres. E vai ficando cada vez mais difícil você ascender nesse ambiente”, diz Solange.

    A professora do Insper Ana Diniz explica que a participação reduzida das mulheres nas áreas consideradas mais estratégicas é consequência da divisão sexual do conhecimento. Se antes as mulheres ficavam em casa cuidando dos filhos e, após romper essa primeira barreira, tornaram-se professoras e enfermeiras, agora é praticamente natural que a lógica do cuidado continue sendo reproduzida.

    Diretora financeira e de relações com investidores da TIM, Camille Loyo Faria é uma das poucas mulheres no País que quebraram essa lógica. Formada em Engenharia Química, ela fez carreira no setor financeiro. Quando jovem, sentia que sua visão diferente incomodava a maioria masculina das equipes. “Também cheguei a ouvir que havia alcançado certa posição porque estava tendo um caso com o chefe. Queriam dizer que não tinha competência.”

    Hoje, Camille diz que se sente respeitada nos ambientes de trabalho, mas acredita que mulheres que cresceram em áreas tidas como mais femininas podem ter se sentido mais confortáveis com suas equipes. “Quando você está cercada de pessoas diferentes, pode haver menos empatia. Não acho que uma profissional de RH tenha menos dificuldade do que eu, mas é mais fácil lidar com as dificuldades quando se têm colegas que vivenciam as mesmas experiências.”

    A executiva Vanessa Lobato, vice-presidente de varejo do Santander, diz não conhecer outra mulher que ocupe posição semelhante a sua no mercado bancário brasileiro. Vanessa começou sua trajetória na liderança como gerente de banco, foi superintendente e acabou migrando para a diretoria de recursos humanos – antes de se tornar vice-presidente de varejo.

    “É como se fosse mais permitido a mulher se desenvolver nas áreas de suporte. É um viés inconsciente. É como se a mulher fosse menos capaz de lidar com números e entrega e mais capaz para lidar com contextos. Que grande bobagem”, diz a executiva, que lidera 30 mil pessoas.

    Vanessa reconhece que, no comando do varejo, a maior parte da diretoria que responde a ela é formada por homens, diferentemente do que ocorria quando estava na área de RH. Na posição atual, tem trabalhado para suas equipes comprarem a pauta da diversidade de forma genuína e não tem perdido as oportunidades para mudar a cara da liderança.

    “Quando uma cadeira (de diretoria) fica vazia, temos de procurar alguém com o olhar da diversidade. Não vou sair demitindo homens, mas temos de ter coragem para ter ações afirmativas”, acrescenta. “Oito anos atrás, se você me chamasse para uma reunião de diversidade, eu talvez não fosse. Mas tive o privilégio de estudar o tema, de olhar para minha vida e perceber o quanto de machismo já enfrentei. Já estive numa sala com homens que fingiram que eu não estava ali, mas, na época, eu nem percebia isso.”

    Para Solange, conselheira da Telefônica e da Locamerica, projetos que estimulem mulheres a mergulhar na tecnologia e que mostrem as perspectivas que podem trazer para esses setores podem ajudar a elevar a presença feminina em áreas estratégicas. Dar espaço para as mulheres em eventos, contando suas histórias, também é importante, diz. “Tenho certeza de que, por trás de muita história das empresas de tecnologia, há mulheres fazendo a diferença. São poucas, e elas não aparecem. Mas essa é uma forma de outras mulheres verem que é possível.”

    As barreiras da ascensão profissional
    A maternidade é apontada pelas executivas como uma das maiores barreiras para a ascensão. De acordo com Margareth Goldenberg, gestora executiva do Mulher 360 (movimento empresarial que trabalha por empoderamento feminino e equidade de gênero), é mais comum que mulheres cheguem à liderança quando não têm filhos. Isso significa que muitas precisam abrir mão das ambições pessoais para serem executivas. “Não é justo que elas tenham de optar. As barreiras da maternidade são imensas na jornada de desenvolvimento profissional. Portanto, as empresas precisam adotar práticas acolhedoras, como horário flexível.”

    A diretora de relações governamentais do Mulheres do Brasil (grupo que trabalha na defesa dos interesses das mulheres e é liderado pela empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza), Lígia Pinto, reconhece que, em algumas áreas, como as engenharias, há menos mulheres sendo formadas. Daí a necessidade de, ainda nas primeiras fases da escola, conscientizar as meninas de que elas podem estar onde quiserem.

    “Homens e mulheres são diferentes e exercem a liderança de formas diferentes, mas é preciso saber, desde a infância, que é muito grave o discurso de que homem veste azul e mulher, rosa. As meninas precisam ser inseridas também nas aulas de robótica”, diz Ligia, também professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

    Ligia Pinto conta que, em um trabalho para uma grande consultoria, observou que as mulheres da lista dos dez principais candidatos a se tornar sócios da empresa não tinham filhos. As candidatas com filhos apareciam nas últimas posições de um ranking com 40 profissionais. Isso acontecia porque a metodologia adotada para analisar os futuros sócios considerava o faturamento que os profissionais tinham conseguido gerar em 12 anos. Mulheres que haviam tirado licença-maternidade tinham faturamento zero por quatro ou oito meses, conforme o número de filhos que tinham tido.

    “Eles não levavam em consideração o período de afastamento. Quando era desconsiderado o período de licença-maternidade, essas mulheres subiam no ranking e entravam de verdade na disputa pela vaga de sócia. Essa questão da maternidade é estrutural, mas esse exemplo mostra quanto até o padrão de avaliação pode ser machista”, diz Lígia.

    Professora de gestão de pessoas na FGV, Vanessa Cepellos conta que muitas mulheres acabam sendo forçadas a deixar seus empregos quando têm filhos e, ao tentar retornar ao mercado, percebem que suas habilidades ficaram obsoletas. Para aquelas que conseguem permanecer no trabalho, é comum que passem a ser mal avaliadas pelos superiores por terem de dividir a atenção com as obrigações domésticas.

    No caso de Solange Sobral, a ascensão profissional e a maternidade só foram possíveis porque ela teve a oportunidade de discutir com os chefes, antes da licença, como seria seu retorno Solange conta também que o apoio da mãe e do marido foi fundamental. “Tive o privilégio de ter parceiros e filhos que entenderam que, em alguns momentos, não estaria presente porque, para me sentir completa, tinha também o lado profissional.”
    Via Agência Estado