Artigo Ney Lopes: “Hoje, dia histórico”

Ney Lopes – jornalista e advogado – [email protected]

Neste 9 de fevereiro de 2022, o dia da chegada das águas do rio São Francisco ao RN.

O fato deve inspirar a classe dirigente do RN (pública e privada) para firmar um “pacto”, que seja o “compromisso de todos” com o futuro do estado, independente de interesses políticos pessoais, ou de qualquer natureza.

O Papa Francisco já advertiu, que todos são responsáveis pelo bem comum e que a política não cabe apenas aos governantes, mas à sociedade como um todo.

A angustia dos norte-rio-grandense era quando as águas do São Francisco chegariam em nosso território.

Estados vizinhos passaram a nossa frente e o RN continuava na fila.

A governadora Fátima Bezerra cobrou em reunião com o ministro Gustavo Canuto, do governo Bolsonaro, a chegada da transposição como “a obra do século”.

Chegou a declarar: “Só quem sabe o que é acordar na madrugada para encontrar uma água em condições de beber reconhece a importância dessa ação”.

Para tornar possível a água do “velho Chico” jorrar em nosso estado, era necessário concluir o eixo norte, que estava paralisado, após o término do eixo Leste do projeto.

Esse novo eixo abasteceria adutoras, ramais, perenização de rios e açudes em terras potiguares.

O projeto completo envolve 700 quilômetros de canais de concreto, levando água de qualidade para 12 milhões de brasileiros de 390 municípios dos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e o nosso.

Há um debate sobre a paternidade da chegada da transposição ao RN.

O primeiro projeto destinado ao nordeste vem de D. Pedro II, no Brasil Império.

Dessa época para cá, a ideia ressurgiu várias vezes, enquanto a região sofria as consequências da seca.

A promessa de conclusão das obras repetiu-se pelos cinco últimos presidentes: FHC, Itamar, Luiz Inácio Lula da Silva Dilma e Temer.

O grande gargalo era a decisão política do governo federal de liberar recursos para finalizar o eixo norte, que beneficiaria o nosso estado.

A vigilância do conterrâneo ministro Rogério Marinho sensibilizou o presidente Bolsonaro, que em outubro de 2021, demonstrou agilidade e vontade política, ao inaugurar o eixo norte, na cidade de São José de Piranhas, na PB.

O presidente destacou, que adotara a regra de que “obra parada gera apenas prejuízo”.

Após 13 anos do início do empreendimento, o seu governo concluía as obras físicas necessárias, que garantiram o caminho das águas, em direção ao RN.

A postura adotada pelo governo federal tem uma história, que precisa ser relembrada.

Numa reunião ministerial, em 22 de abril de 2020, o ministro Paulo Guedes, da Economia, entrou em atrito com o ministro Rogério Marinho, que defendia investimentos públicos para conclusão das obras paradas, entre outras a transposição do São Francisco.

O então “tzar” da economia acusou o ministro Rogério de tentar “quebrar” as finanças nacionais e sugeriu investimentos privados.

Uma visão tacanha, que desconhecia o grande exemplo do “New Deal” americano, que no século passado recuperou a economia, por meio de aplicações de dinheiro do Estado em setores básicos da indústria, infraestrutura e a criação de políticas de emprego.

Faça-se justiça: o presidente Bolsonaro apoiou o seu ministro Rogério Marinho e os resultados já são colhidos.

No dia de hoje, quando os dois vistoriarem as comportas da barragem de Oiticica, em Jucurutu, lembrarão a canção “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e estarão seguros de que não será mais necessário “esperar a chuva cair” para o agricultor voltar ao sertão. O alazão não morrerá de sede e o retorno da asa branca trará de volta a esperança de água.

Não se pode omitir, que este Dia Histórico é o resultado da harmonia demonstrada pelos governos federal e estadual, que cumpriram as obrigações pactuadas entre si.

O exemplo deve encorajar a classe política potiguar prosseguir no diálogo, em benefício coletivo.

No mínimo, ser firmado publicamente um pacto, no qual todos os candidatos ao governo do estado, após as eleições, se comprometam a sentarem em torno de uma mesa para unirem convergências e separarem divergências, em prol de um projeto de desenvolvimento do RN.

Esse comportamento não despersonalizaria, ou mudaria convicções políticas de ninguém.

Apenas, adotaria o princípio, de que “juntos seremos mais fortes”.

Em tempo –

Na edição de ontem 8, a TN publicou artigo do padre e escritor João Medeiros Filho intitulado: “Meninos, eu vi”.

Uma peça literária e histórica. Registra a participação decisiva na concepção do projeto da Barragem de Oiticica, em Jucurutu, do então bispo de Caicó Dom José de Medeiros Delgado, do deputado estadual Stoessel de Brito, proprietário a fazenda Baixio, do presidente Café Filho e do engenheiro Clovis Gonçalves, nomeado para dirigir o início das obras.

Confira também

  • Francisco do PT e Ubaldo Fernandes são eleitos presidente e vice da CCJ da ALRN

     

    A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte instalou, nesta terça-feira (24), os trabalhos da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para o ano legislativo de 2026. Durante a reunião, foram eleitos o presidente, o vice-presidente e definidos os demais membros que passam a compor o colegiado.

    Por unanimidade, o deputado Francisco do PT foi eleito presidente da CCJ. Em seu pronunciamento, ele destacou o compromisso com o diálogo e a eficiência nos trabalhos do colegiado. “Estamos aqui para junto com os demais membros desta comissão trabalharmos de forma o mais consensual possível, sempre na base do diálogo, estabelecendo aqui um modelo que possa dar celeridade, transparência e produtividade aos nossos trabalhos.”

    Para a vice-presidência, foi eleito o deputado Ubaldo Fernandes (PSDB). Ele ressaltou a importância do comprometimento dos parlamentares para garantir agilidade na tramitação das matérias. “Contamos com o compromisso de todos os deputados que estão aqui no que se refere à assiduidade, seriedade e compromisso desta comissão que resulta em mais celeridade na tramitação dos projetos que aqui chegam.”

    A sessão foi aberta pelo então presidente da comissão, deputado Kleber Rodrigues (PSDB), que fez um balanço do período à frente da CCJ e agradeceu o apoio recebido ao longo de 2025. “Quero agradecer a todos pelo apoio no ano de 2025. Aqueles que estiveram comigo aqui na condução dos trabalhos. Agradecer à procuradoria da casa, a todo o corpo técnico que nos ajudaram a fazer um excelente trabalho. Tenho certeza de que melhor do que 2025 vai ser 2026 com a presença dos deputados que estarão à frente da presidência e vice-presidência esse ano”, disse Kleber.

    A CCJ é composta ainda pelos membros titulares: Coronel Azevedo (PL), Galeno Torquato (PSDB), Eudiane Macedo (PV), Kleber Rodrigues (PSDB) e Vivaldo Costa (PV). Como suplentes, integram o colegiado os deputados Divaneide Basílio (PT), Ivanilson Oliveira (União), Luiz Eduardo (PL), Neilton Diógenes (PP), Isolda Dantas (PT), Adjuto Dias (MDB) e Dr. Bernardo (PSDB).

    Ao final da reunião, ficou definido que os encontros da Comissão de Constituição, Justiça e Redação serão realizados todas as terças-feiras, às 9h, na sala das comissões da Assembleia Legislativa.

  • Escola do Legislativo de Parnamirim abre inscrições para 2º módulo do Curso de Libras

    Câmara Municipal de Parnamirim

    Até a próxima segunda-feira (2) estão abertas as inscrições para o segundo módulo do Curso de Libras, promovido pela Escola do Legislativo professora Eva Lúcia da Câmara Municipal de Parnamirim. A abertura ocorre na sexta-feira (27), às 8h, no plenarinho da Casa Legislativa.

    Com uma carga horária de 60h, o curso ocorre até o dia 3 de julho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente pelo site oficial da Câmara,. As aulas serão realizadas todas as sextas-feiras, das 8h às 12h, com materiais de apoio e apostilas disponibilizados aos alunos durante as atividades.

  • RN é o estado mais seguro do Nordeste e o 4º do Brasil

    O Rio Grande do Norte conquistou o 1º lugar em Segurança Pública entre os estados do Nordeste, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No cenário nacional, alcançou a 4ª colocação geral no segmento, avançando duas posições em relação a 2024.

    O pilar de Segurança Pública representa 12,6% da composição do ranking e avalia indicadores estratégicos, como atuação do sistema de justiça criminal, presos sem condenação, déficit de vagas no sistema prisional, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, segurança pessoal e patrimonial, qualidade da informação de criminalidade, violência sexual e feminicídio.

    “Esse reconhecimento do Ranking confirma que o Rio Grande do Norte está no caminho certo ao tratar a segurança pública como uma das prioridades permanentes de governo. Sair da liderança no Nordeste e alcançar a 4ª posição no Brasil é resultado de planejamento, investimento, integração das forças de segurança e valorização dos nossos profissionais. Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para o povo. Seguiremos trabalhando com responsabilidade e compromisso para consolidar e ampliar esses avanços”, disse a governadora Fátima Bezerra.

    Para o secretário, coronel Araújo, o desempenho reflete a integração das forças de segurança, o investimento em inteligência, tecnologia e valorização profissional, além da atuação coordenada com o Poder Judiciário e demais instituições parceiras.

    “Este resultado demonstra que o trabalho técnico, baseado em dados e planejamento estratégico, tem gerado resultados concretos para a população potiguar. Seguiremos avançando na consolidação de políticas públicas que garantam mais segurança e qualidade de vida”, destacou.

    Referência em gestão

    No recorte regional, o Rio Grande do Norte consolida-se como referência em gestão e resultados na área da segurança pública.

    Paraíba (2º), Sergipe (3º), Alagoas (4º), Ceará (5º), Maranhão (6º), Pernambuco (7º), Piauí (8º) e Bahia (9º) vêm na sequência.

    O resultado reconhece o esforço contínuo do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), no fortalecimento das políticas públicas voltadas à preservação da ordem, à redução da criminalidade e à garantia da segurança da população.

    O Ranking de Competitividade dos Estados é uma das principais ferramentas de avaliação da gestão pública no país, analisando diferentes pilares que impactam diretamente o desenvolvimento social e econômico das unidades federativas.

  • Indicado pelo MDB, Alan Silveira deixa Secretaria de Desenvolvimento Econômico

    O Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (13) publicou a exoneração, a pedido, de Alan Jefferson da Silveira Pinto do cargo de secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte (Sedec).

    O ato foi assinado pela governadora Fátima Bezerra e formaliza a saída do gestor da pasta responsável pelas políticas de desenvolvimento econômico, inovação e tecnologia no Estado.

    Alan Silveira assumiu o comando da secretaria em julho de 2023. Ex-prefeito de Apodi por dois mandatos consecutivos, ele também é farmacêutico bioquímico, com especialização em hematologia clínica.

    Até o momento, não houve publicação de nomeação para substituição no cargo. A exoneração passa a valer a partir da data de publicação no Diário Oficial.

    Com informações do Diário do RN

  • Veja o que fazer para curtir o Carnaval sem desconforto

    Depois de horas em blocos, filas e festas, muita gente só percebe o impacto no fim do dia. As pernas ficam pesadas, inchadas e doloridas. O Carnaval exige resistência física e impõe uma combinação que desafia a circulação: calor intenso, permanência prolongada em pé, ingestão de álcool e pouca hidratação.

    A explicação é fisiológica. A temperatura elevada provoca vasodilatação, ou seja, a dilatação dos vasos sanguíneos. Esse mecanismo natural dificulta o retorno do sangue das pernas para o coração e favorece o acúmulo de líquidos nos tecidos, aumentando o inchaço.

    Estudos clínicos reforçam esse cenário. Em uma pesquisa com mais de 1.600 pacientes com edema em membros inferiores, 56,6% relataram piora significativa dos sintomas em temperaturas mais altas, evidenciando a influência direta do calor sobre a circulação.

    Dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular apontam ainda que as queixas relacionadas à sensação de peso e inchaço nas pernas podem aumentar até 30% em períodos de calor intenso, um contexto que se intensifica em eventos prolongados como o Carnaval.

    “A circulação das pernas depende muito do movimento. Quando a pessoa permanece muito tempo parada, o sangue encontra mais dificuldade para retornar ao coração. Se isso se soma à desidratação e ao álcool, o desconforto tende a ser maior”, explica a cirurgiã vascular Dra. Ilana Barros.

    Segundo a especialista, mesmo pessoas que não têm histórico de varizes podem apresentar sintomas temporários durante a folia.

    “O Carnaval funciona como um teste de estresse para a circulação. O corpo é submetido a uma sobrecarga que foge da rotina, e isso pode revelar ou intensificar sinais que antes eram discretos”, afirma.

    O que fazer para evitar inchaço e cansaço nas pernas no Carnaval?

    Movimente-se sempre que possível

    A musculatura da panturrilha atua como uma bomba natural que ajuda o sangue a subir de volta ao coração. Pequenas caminhadas e mudanças de posição já fazem diferença.

    Hidrate-se além do habitual

    Intercalar bebidas alcoólicas com água ou água de coco ajuda a reduzir a retenção de líquidos e melhora o funcionamento da circulação.

    Prefira calçados estáveis e confortáveis

    Sapatos com bom suporte diminuem a sobrecarga muscular e reduzem a fadiga ao longo do dia.

    Evite permanecer imóvel por longos períodos

    Mesmo em shows ou filas, movimentar os pés e contrair a panturrilha estimula o fluxo sanguíneo.

    Eleve as pernas ao chegar em casa

    Manter as pernas elevadas por 15 a 20 minutos facilita o retorno venoso e ajuda a diminuir o inchaço acumulado.

    Avalie o uso de meias de compressão, se houver indicação médica

    Pessoas com histórico de insuficiência venosa devem buscar orientação profissional antes do uso.

    Quando o inchaço deixa de ser apenas cansaço?

    Embora o desconforto leve seja comum após muitas horas em pé, alguns sinais merecem atenção: dor persistente, inchaço em apenas uma perna, vermelhidão localizada ou sensação intensa de calor na região.

    “Nem todo inchaço é apenas resultado da festa. Se houver dor forte ou diferença visível entre as pernas, é fundamental procurar avaliação médica”, alerta Dra. Ilana Barros.

    Com essas orientações, é possível curtir o Carnaval com mais disposição e sem comprometer a saúde das pernas.

  • FEMURN tem reunião com Cosern sobre acréscimos nas contas de energia de unidades com geração solar

    A FEMURN participou, na manhã desta quinta-feira (12), de uma reunião com representantes da Neoenergia Cosern para tratar dos recentes acréscimos observados nas contas de energia elétrica de consumidores que possuem sistemas de geração solar fotovoltaica.

    Representando a Federação, o vice-presidente Zé Augusto participou do encontro, no qual foram apresentados os fatores que contribuíram para as alterações nos valores das faturas. Segundo a concessionária, as empresas de energia anteriormente realizavam apenas a compensação entre a energia gerada e a consumida, sem a aplicação integral dos encargos e tributos sobre o consumo total.

    Com a implementação de novas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a adoção de sistemas atualizados de faturamento, a distribuidora passou a realizar a cobrança adequada dos encargos incidentes sobre o consumo real de energia, incluindo tributos como ICMS, Contribuição de Iluminação Pública (CIP) e demais taxas obrigatórias.

    Na prática, consumidores que possuem usinas solares e que antes pagavam apenas uma taxa mínima passaram a ter incidência de tributos proporcionais ao consumo efetivo de energia, ainda que parte desse consumo seja compensada pela geração própria. Isso tem resultado em acréscimos nas contas, embora ainda em valores inferiores aos registrados por unidades que não possuem geração própria.

    A FEMURN destacou que segue acompanhando atentamente a situação, considerando que os impactos também atingem os municípios que investiram em usinas solares como forma de reduzir custos e promover sustentabilidade. A entidade reforça seu compromisso em dialogar com os órgãos competentes e a concessionária de energia, buscando garantir transparência e equilíbrio na aplicação das normas, em defesa dos interesses das gestões municipais do Rio Grande do Norte.

    A Federação continuará monitorando os desdobramentos e prestando esclarecimentos aos gestores municipais sobre o tema.

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