Artigo Ney Lopes: “Ponto nos “iis”: ser ou não liberal”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal e advogado – [email protected]

Ser ou não liberal está na pauta do debate político.

Tudo começou a partir da “camisa de força” armada pelo ministro da Economia, ao subir o tom e tentar “impor” ao Presidente Bolsonaro a sua agenda de predominância das forças do mercado.

Até amedrontou com impeachment e demissões em massa, caso seu ponto de vista não prevaleça.

O objetivo é desmontar a máquina pública, esvaziá-la e vender indistintamente o patrimônio nacional, como meio de arrecadar recursos, ao invés de optar pela geração de novas receitas, originárias de lucro e dividendos, grandes fortunas (artigo 153, VII, da CF), patrimônio e renda como recomenda a OCDE e “pente fino” nas dádivas dos incentivos, isenções, juros subsidiados, sem fiscalização e com prazo indeterminado.

O obstáculo que o “tzar” Guedes enfrenta não é a oposição, vermelhinhos, petistas ou comunistas. Por justiça, a reação vem do Presidente Bolsonaro e os militares, que sempre defenderam a liberdade de mercado, mas se opuseram ao “liberou geral da economia”.

Quem tenha juízo e lucidez concorda em não ser hora de gastança e esbanjamento do dinheiro orçamentário. Todavia, a questão não é esta.

A alternativa vai mais além. Resume-se na condução futura da política econômica de austeridade, colocado o Estado como agente regulador e não intervencionista. É ilusório considerar que as posições ortodoxas de Guedes nas mudanças propostas são as “únicas” aceitas pelo liberalismo.

Ser liberal é ter princípios, que se ajustem ao “mundo real” e preservem valores como a “liberdade” individual, política, econômica, religiosa e igualdade de oportunidades.

Veja-se a União Europeia, defensora da economia liberal de mercado, ao “abrir os olhos” dos países membros para “se defenderem” da ameaça de venda, por preço aviltado, de suas empresas (privadas e públicas).

Na Holanda, legislação penaliza empresas que deixem o país, após terem recebido incentivos fiscais. Imagine-se regra desse tipo no Brasil. Seria classificada de intervenção indébita do Estado.

O fundamental para compreensão do verdadeiro “liberalismo social” é ter a noção de que foi o grito histórico do século XIX contra privilégios, opondo-se às teorias de Karl Marx.

Essa doutrina teve participação essencial em conquistas fundamentais dos direitos individuais, trabalhista e políticas tributárias, tais como, a criação do imposto de renda, a jornada de trabalho e o incentivo à organização sindical

É atitude política de má fé confundir a doutrina “liberal social” com o “neoliberalismo”. Esse epíteto surgiu na década de 80, quando o economista John Willianson transformou as ideias de Milton Friedman (Escola de Chicago) no chamado “Consenso de Washington”, recomendado como a “receita de bolo” para o desenvolvimento da América Latina, através do desmantelamento dos serviços públicos.

Após a crise financeira dos países emergentes da Ásia (1997), o declínio econômico da Rússia, Argentina e a crise americana (2008) comprovou-se o total fracasso do Consenso de Washington.

Hoje, o Brasil enfrenta dramática recessão econômica, que exige do governo respostas ousadas para responder as consequências da pandemia.

Inegavelmente surgiram novas demandas sociais, somadas àquelas que já existiam, quando o “teto de gastos” foi aprovado (2016). Portanto, não se pode classificar de irresponsável a injeção de recursos em políticas públicas de proteção à saúde, educação, renda e dinamização da economia.

O que se indaga é a maneira de fazê-lo, com“pés no chão”. A reforma tributária coloca-se como opção, desde que ela vá além da simplificação de impostos, elimine privilégios e agregue novas receitas, através de sistema “justo e progressivo”.

Dessa forma, se tornará viável manter o teto fiscal, sem aumento real de despesas.

Uma necessidade fundamental serão as diretrizes “firmes” do Presidente Bolsonaro, mesmo com a continuidade do atual ministro da Economia.

Os seus últimos pronunciamentos, ao admitir investimentos em obras públicas e programas sociais, tranquilizaram a classe média, servidores, assalariados, profissionais liberais, pequenos e médios empresários e agricultores.

Talvez, tenha “intranquilizado”, apenas quem não aceita a “divisão de sacrifícios” e deseja transferir o pagamento da conta pós pandemia para essas categorias sociais citadas.

O Presidente colocou o ponto nos “iis”. Agiu de acordo com a orientação de Vargas Llosa, paladino da Democracia liberal:

“A liberdade é inseparável do liberalismo. E a liberdade não pode ser só liberdade econômica. Deve avançar ao mesmo tempo, nos campos político, econômico, cultural e social”.

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  • Colisões contra postes já deixaram mais de 75 mil pessoas sem energia no RN

    Mais de 75 mil pessoas já ficaram sem energia desde o início do ano por causa de colisões de veículos contra postes da rede elétrica em todo o estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (22) pela Neoenergia Cosern, que registrou 255 ocorrências entre 01 de janeiro e 20 de julho – um número que não variou em relação ao mesmo período do ano passado. Os 10 municípios com maior número de casos são Natal, Parnamirim, Mossoró, Ceará Mirim, Macaíba, Extremoz, Baraúna, Macau, São Gonçalo do Amarante e Assú.

     “Estamos investindo cada vez mais em tecnologia para que o trecho atingido seja desligado automaticamente e prevenir qualquer tipo de acidente envolvendo energia elétrica. Nos minutos seguintes, fazemos manobras para que o número de clientes restabelecidos seja o maior possível, até que nossas equipes concluam o trabalho de reposição dos postes danificados. Outra frente de trabalho importante são as nossas ações de conscientização junto à população para reforçar que a responsabilidade no trânsito é o principal fator de prevenção”, lembra Sharley Manso, gerente de Segurança da Neoenergia Cosern.

    Orientações de segurança

    Permaneça dentro do veículo: se houver cabos caídos sobre o carro ou próximos, não saia do veículo. A estrutura pode estar energizada e oferecer risco de choque elétrico.

    Evite contato com partes metálicas: não toque em portas, janelas ou qualquer parte metálica do veículo.

    Alerta para terceiros: se estiver fora do veículo, mantenha distância segura (mínimo de 10 metros) e não tente ajudar diretamente.

    Oriente outras pessoas a se afastarem e aguarde a chegada dos profissionais capacitados.

    Não toque nos cabos caídos: os fios podem estar energizados e causar choques fatais.

  • Amigos de Ubaldo lotam encontro na Zona Leste de Natal para conhecer pré-candidaturas de Cadu Xavier e Samanda Alves

    A noite desta quarta-feira (22) foi de casa cheia e demonstração de unidade política na Zona Leste de Natal. O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) reuniu amigos, lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais e apoiadores para apresentar as pré-candidaturas de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado e Samanda Alves (PT) ao Senado Federal. Pré-candidato à reeleição pelo Partido Verde (PV), Ubaldo integra a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), que esteve reunida em torno de um projeto comum para o Rio Grande do Norte.

    Recebido com entusiasmo pelos presentes, Ubaldo foi reconhecido por lideranças da Federação como um parlamentar atuante, presente nas comunidades e comprometido com as causas populares. A governadora Fátima Bezerra destacou sua dedicação ao serviço público. “Ubaldo é um homem de espírito público, de trabalho, dedicado a fazer o bem por Natal e pelo Rio Grande do Norte. O deputado Ubaldo merece ser reeleito”, afirmou.

    A pré-candidata ao Senado, Samanda Alves, ressaltou o compromisso de Ubaldo com as comunidades da capital e do interior e lembrou sua atuação na articulação de importantes ações do Governo do Estado para a Zona Leste de Natal. “Ubaldo é um guerreiro em busca de melhorias para o povo das Rocas, de Natal e de todo o Rio Grande do Norte. Esse mandato é a voz de vocês e precisa seguir firme e ativo porque é necessário para todo o estado”, declarou.

    Já o pré-candidato ao Governo, Cadu Xavier, enalteceu a postura do deputado ao longo de sua vida pública e sua defesa permanente dos interesses da população. “Vou precisar na Assembleia Legislativa de homens e mulheres comprometidos com o povo, como Ubaldo. Em todo esse tempo, ele nunca entrou no gabinete para pedir algo para si. Sempre pediu melhorias para as Rocas, para a Ribeira e para o povo do Rio Grande do Norte”, destacou.

    Emocionado, Ubaldo agradeceu a confiança e reafirmou o compromisso de seguir trabalhando pelos potiguares. “Tenho orgulho do papel que venho desempenhando em favor da sociedade potiguar. Hoje sou respeitado pelo trabalho que realizo, defendendo os problemas e os anseios do povo do nosso Estado. Ainda temos projetos importantes para concluir e transformar em leis. Por isso, essa luta precisa continuar, com a participação de cada pessoa nas ruas, nas travessas, nas vielas, nos assentamentos, nas entidades de classe e nos movimentos sociais”, afirmou.

    O encontro consolidou mais um momento de mobilização da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) na capital, reunindo representantes de diversos segmentos da sociedade e reforçando a importância da atuação conjunta em defesa do desenvolvimento e da justiça social no Rio Grande do Norte.

  • Julgamento de Nicolás Maduro nos EUA é marcado para junho de 2027

    O juiz Alvin Hellerstein definiu para 1º de junho de 2027 o início do julgamento de Nicolás Maduro na Justiça dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (22), durante uma audiência realizada em Nova York.

    A sessão teve duração de poucos minutos e contou com a participação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que permanecem presos nos Estados Unidos desde a operação conduzida por forças americanas em Caracas, em janeiro.

    Maduro responde por narcoterrorismo e tráfico de drogas

    No processo, o ex-presidente venezuelano é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e associação criminosa. Cilia Flores também responde às acusações.

    Durante o andamento do caso, ambos se declararam inocentes.

    EUA não reconhecem Maduro como presidente

    O governo dos Estados Unidos afirma que Maduro fraudou as eleições presidenciais de 2018 e 2024 e deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela desde 2019.

    As autoridades americanas também responsabilizam o ex-chefe de Estado pelo agravamento da crise política e econômica venezuelana.

    Defesa contesta acusações

    Em audiência realizada no início de janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e voltou a acusar os Estados Unidos de promoverem ações para derrubá-lo do poder com o objetivo de ampliar sua influência sobre as reservas de petróleo da Venezuela.

    O julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027, quando terão início as audiências de mérito do processo.

  • TSE fixa em R$ 7,1 milhões o limite de gastos para candidatos ao Governo do RN

    Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte poderão gastar até R$ 7.115.522,46 no primeiro turno das eleições de 2026. Caso a disputa seja decidida em segundo turno, o limite será acrescido de R$ 3.557.761,23, totalizando R$ 10.673.283,69. Os valores foram definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em portaria publicada nesta terça-feira (21).

    O TSE manteve os mesmos tetos de despesas adotados nas eleições de 2022. Segundo a Corte, a decisão levou em consideração a manutenção do fundo eleitoral em R$ 4,9 bilhões, sem reajuste para este ano.

    No Rio Grande do Norte, os candidatos ao Senado poderão gastar até R$ 3.811.887,03 cada. Já o limite será de R$ 3.176.572,53 para deputado federal e de R$ 1.270.629,01 para deputado estadual.

    De acordo com a resolução aprovada pelo plenário do TSE, os limites incluem não apenas os gastos diretos das campanhas, mas também transferências financeiras entre candidatos e partidos, além de doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços cedidos gratuitamente.

    As convenções partidárias começaram na segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto. O registro das candidaturas deverá ser feito até 15 de agosto, enquanto a campanha eleitoral terá início em 16 de agosto.

    Até o momento, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte deverá reunir Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu Xavier (PT), Dário Barbosa (PSTU) e Robério Paulino (PSOL). Já para o Senado, nove pré-candidaturas são apontadas, entre elas as dos atuais senadores Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD), que disputarão a reeleição.

  • UPA de Parnamirim recebe novos equipamentos para implantação do prontuário eletrônico

    A Prefeitura de Parnamirim está modernizando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a implantação do ParnaSUS Prontuário, sistema que vai tornar o atendimento mais ágil, seguro e eficiente. Como parte desse processo, a unidade recebeu 39 novos computadores, que serão distribuídos em todos os setores.

    Com a implantação do prontuário eletrônico, os registros dos pacientes deixarão de ser feitos em papel, garantindo mais rapidez no acesso às informações e maior segurança no armazenamento dos dados. O sistema também permitirá a integração dos serviços da rede municipal de saúde e disponibilizará um portal para facilitar o acesso da população às informações.

    A iniciativa representa mais um investimento da gestão municipal na modernização da saúde pública, oferecendo mais tecnologia e qualidade no atendimento aos usuários da rede municipal.

  • Carlos Eduardo diz que falta de apoio no interior e tratamento contra câncer motivaram desistência de candidatura

    O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (União Brasil) afirmou que desistiu da candidatura a deputado estadual devido à dificuldade de formar uma base política no interior do Rio Grande do Norte e ao tratamento de uma recidiva de câncer de próstata. A declaração foi dada em entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal.

    Segundo Carlos Eduardo, durante as articulações encontrou a maioria das lideranças municipais já comprometida com outros candidatos.

    “Eu fui em busca de apoio. Não tinha um vereador sobrando. Todos estavam comprometidos. Ou estavam no bloco do prefeito apoiando um deputado estadual ou já estavam ‘amarrados’ com outro candidato”, afirmou.

    Ele disse que, apesar de ter boa intenção de voto em Natal, avaliou que não conseguiria uma votação suficiente para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa sem o apoio do interior. De acordo com o ex-prefeito, a federação formada por União Brasil e PP deverá exigir mais de 40 mil votos para eleger um deputado estadual.

    Carlos Eduardo contou que a decisão de coordenar a campanha do pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), surgiu após uma conversa com o próprio Allyson e com o deputado Kleber Rodrigues (PP).

    O ex-prefeito também revelou que enfrenta uma recidiva de câncer de próstata e que deve concluir o tratamento em dezembro. Segundo ele, embora os médicos não tenham impedido sua atuação política, recomendaram reduzir situações de estresse durante esse período.

    “Minha esposa e meus filhos disseram: ‘Pai, dá um tempo’. Então eu resolvi juntar todas essas coisas e saí da candidatura para organizar a campanha em Natal”, declarou.

    Com a decisão, Carlos Eduardo deixa a disputa por um mandato nas eleições deste ano e passa a coordenar a campanha de Allyson Bezerra na capital potiguar.

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