Artigo Ney Lopes: “Oposição ajuda Bolsonaro na pandemia”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal e advogado – [email protected]

O olhar coletivo se volta para o que acontecerá com a economia, após a pandemia. As estimativas são de que a dívida bruta brasileira pode chegar a 93,5% do PIB.

O orçamento público, assemelha-se ao de uma família. Na falta de dinheiro para as despesas, a tendência é tomar empréstimo, ou vender patrimônio (quando existe).

Entretanto, exige-se muita cautela, tanto numa, como noutra alternativa. Empréstimo pode onerar em demasia e o excesso de alienação de bens esvazia o futuro.

Nessa encruzilha, o destino do país está nas mãos do “czar” Paulo Guedes, após o presidente ter dito que ele é “dono” de 99% da economia.

A propósito, há exemplo recente. O chamado “núcleo duro” do governo propôs maior participação do Estado, uma espécie de Plano Marshall para geração de empregos.

O nosso conterrâneo ministro Rogério Marinho defendeu corretamente essa tese.

Fiel seguidor do “laissez faire” de Friedman, o ministro Guedes insurgiu-se violentamente contra. O seu pensamento é “Deus no céu, mercado na terra”.

Na sua diretriz prevalece o encolhimento drástico do estado, reformas a sua maneira e privatização em massa, a partir do BB e Petrobras. A insistência nas reformas é aceitável. Entretanto, elas deverão ser inclusivas, reduzindo desigualdades, para evitar que as multidões (como no Chile) continuem em protestos nas ruas.

O presidente, aprisionado pela palavra dada, apoiou o “czar”, embora no passado como deputado, aliado aos militares, tenha votado contra as privatizações da Companhia Vale do Rio Doce (que o levou a propor o “fuzilamento” de FHC) e das telecomunicações.

Os fatos demonstram, que o futuro do país dependerá, basicamente, da aplicação de duas teorias econômicas.

A Escola de Chicago, cuja linha inflexível é acreditar no “mercado” como resultado da “competição perfeita”, que deve operar livremente.

Ou, o pensamento de John Maynard Keynes, defensor dos mercados, porém com a imprescindível “ação reguladora” do estado (sem intervencionismo), por considerar o mercado um fenômeno social e não matemático, não podendo regular preços automaticamente, através da lei da oferta e da procura.

O governo exerce o papel de coordenar as expectativas

A pergunta que fica no ar: para soerguer a nossa economia, o ministro da Economia continuará defensor ortodoxo da teoria de Milton Friedman, ou admitirá as teorias de Keynes, em tempos de desigualdades alarmantes?

Certamente, a tendência é seguir Friedman.

Essa “teimosia” já lhe valeu o apelido de “Beato Salu”, o personagem de “Roque Santeiro”, pelas previsões catastróficas que fazia. Guedes anunciou até “compra de terrenos na lua”. Prometeu arrecadar trilhões de reais com venda de imóveis da União e estatais, além de implantar cassinos.

A dor da pandemia tem levado o ministro a fazer concessões. Uma delas, aconteceu na semana passada. Embora fosse inicialmente contrário, concordou com a lúcida proposta do deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), adversário do governo Bolsonaro e um dos melhores economistas brasileiros.

Trata-se da desvinculação de parte dos 29 fundos públicos, com a liberação de R$ 178 bilhões. Anteriormente, Guedes havia defendido mudança constitucional para destinar esse dinheiro no pagamento de dívidas bancárias.

A sugestão do deputado Mauro Filho é aplicar no financiamento de despesas relacionadas à Covid-19, cobrir a perda de arrecadação, pagamento do auxílio emergencial, gastos com saúde e de assistência social, compensações financeiras aos governos regionais, manutenção do emprego e renda, bem como para cobrir frustrações de receitas do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da União.

Por lei, todo o dinheiro arrecadado nesses fundos é aplicado exclusivamente na finalidade específica. Só que boa parte nunca é usada. Os recursos ficam parados na União. Para utilizá-los impõe-se lei autorizativa.

Se o governo fosse emitir títulos da dívida pública para arrecadar esse mesmo valor hoje ocioso pagaria a taxa de 2.84%.

A alternativa alivia as contas públicas e evitará que se transfira o sacrifício financeiro da crise para os assalariados, aposentados, pequenos e médios agricultores, empreendedores, servidores públicos e classe média, como sempre tem feito o “czar” da Economia.

Caso seja aprovada a proposta do deputado Mauro Filho, o PDT, partido de oposição, ao qual pertence o autor do projeto, estará ajudando o governo Bolsonaro na pandemia.

Bom começo de um diálogo político, sem adesismo, em favor do Brasil!

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    O Sindicato dos Rodoviários do Transporte Intermunicipal do Rio Grande do Norte (Sintro RN) anunciaram, nesta quarta-feira (10), a suspensão da greve que iniciaria nesta quinta-feira (11). O movimento foi suspenso por uma semana.

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    Os dados também indicam diminuição no número de alertas de desmatamento na Caatinga. Em 2024, foram registrados 17.797 alertas, enquanto em 2025 esse número caiu para 14.838, representando redução de 16,6%.

    O levantamento mostra ainda que todos os biomas brasileiros apresentaram queda no desmatamento em 2025. Pela primeira vez na série histórica do relatório, iniciada em 2019, a área total desmatada no país ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano.

    Para o diretor técnico do Idema, Thales Dantas, os resultados reforçam a importância das ações contínuas de monitoramento, fiscalização e preservação ambiental desenvolvidas pelos órgãos ambientais, instituições de pesquisa e entidades parceiras.

    “O uso de sistemas de satélite e plataformas integradas de acompanhamento ambiental tem contribuído para ampliar a capacidade de detecção e resposta aos casos de supressão da vegetação nativa. No RN, a Caatinga representa um dos principais patrimônios naturais do estado, reunindo biodiversidade adaptada ao semiárido e desempenhando papel na conservação dos recursos hídricos, equilíbrio climático e manutenção dos modos de vida das populações tradicionais”, comentou o diretor.

    O Rio Grande do Norte diminuiu em 22% o desmatamento em relação ao ano de 2024, saindo de 6.121 hectares para 4.759, mantendo-se na 17ª posição entre os estados brasileiros no ranking de desmatamento.

    Os dados do relatório reforçam a importância das ações contínuas de monitoramento, fiscalização e educação ambiental desenvolvidas pelos órgãos ambientais e parceiros em defesa da vegetação nativa e da biodiversidade do semiárido.

    Conservação da Caatinga no RN

    Um avanço importante para a conservação ambiental potiguar foi a criação do Refúgio de Vida Silvestre Serra das Araras (REVIS Serra das Araras), instituído pelo Governo do Estado em 2026. O REVIS é a maior Unidade de Conservação do bioma Caatinga no RN, abrangendo uma área de 12.367,81 ha, contemplando os municípios de Cerro Corá, São Tomé e Currais Novos, região de grande relevância ambiental e rica biodiversidade.

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    Para o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, a criação de mais uma Unidade de Conservação representa um avanço estratégico na política ambiental do estado.

    “O Revis Serra das Araras nasce como um símbolo do equilíbrio entre conservação e desenvolvimento. É uma iniciativa que fortalece a proteção da Caatinga e, ao mesmo tempo, reconhece o papel das comunidades locais na construção de soluções sustentáveis”, ressaltou.

    Além de proteger o bioma Caatinga, a criação da Unidade contribui para o enfrentamento das mudanças do clima, a valorização dos modos de vida tradicionais e o fortalecimento das políticas públicas ambientais no estado. O Revis também contribuirá com a interiorização do turismo e geração de emprego e renda, principalmente por meio do Turismo de Observação de Aves.

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    Acender fogueiras e soltar fogos são típicas tradições do mês de Junho, mas também trazem riscos/ Créditos: Jornal Periscópio

    A Prefeitura de São Tomé está com inscrições abertas para as quadrilhas juninas que desejam participar do São Tomé Junino 2026, considerado um dos principais festivais de quadrilhas da região Potengi. A competição reunirá grupos de diversas cidades. De acordo com a prefeitura serão distribuídos mais de R$ 20 mil em premiações.

    De acordo com a organização, as inscrições podem ser realizadas das 8h às 14h por meio do WhatsApp (84) 99200-0317. O QR Code para inscrição também está disponível no perfil oficial da Prefeitura de São Tomé no Instagram.

    A gestão municipal informou que o prazo para garantir participação entra na reta final e se encerra nesta sexta-feira. Até o momento, mais de 20 quadrilhas já estão inscritas para disputar a premiação e se apresentar no evento, que celebra a cultura nordestina e as tradições juninas.

    A Prefeitura reforça o convite para que os grupos interessados realizem a inscrição dentro do prazo e participem do festival, que promete reunir dança, música, cores e a tradição dos festejos juninos em um dos eventos mais aguardados do calendário cultural da região.

  • Riachuelo recebe Selo FNAS 2025 por ações na assistência social

    A Prefeitura de Riachuelo recebeu, nesta quarta-feira (10), o Selo FNAS 2025, reconhecimento concedido pelo Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) a municípios que se destacam pela gestão e fortalecimento das políticas públicas de assistência social.

    A entrega ocorreu durante a 3ª edição do evento FNAS pelo Brasil – Etapa Rio Grande do Norte, que reúne gestores e equipes técnicas para discutir estratégias de aprimoramento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e ampliar o acesso da população aos serviços socioassistenciais.

    Representando o município, participaram da solenidade o secretário municipal de Assistência Social, Damião Neto, a supervisora do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Gestantes e Crianças, Elenuza do Nascimento, a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Juliana Batista, e a assessora técnica do SUAS, Wilma Fontoura.

    De acordo com a gestão municipal, a conquista do selo reforça o compromisso de Riachuelo com a organização, a responsabilidade na aplicação dos recursos e o fortalecimento das ações voltadas à assistência social, garantindo mais qualidade nos serviços oferecidos à população.

  • “Camarote da Inclusão”: Prefeitura abre 150 vagas para PcDs em cada show durante o MCJ 2026

    Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM)

    A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude (Semasc), informa que as inscrições para o “Camarote da Inclusão” já estão abertas para as Pessoas com Deficiência (PcDs) que desejarem participar dessa primeira noite de show no “Mossoró Cidade Junina” 2026, que acontecerá nessa quinta-feira (11), na Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania.

    O link de inscrições será disponibilizado um dia antes de cada show, com 150 vagas disponíveis para PcDs e mais 150 vagas para acompanhantes. Além dessas disponíveis no link, mais 40 serão destinadas às instituições vinculadas que apoiam as causas das Pessoas com Deficiência.

    As inscrições para o evento estarão abertas até o encerramento do número de vagas nos respectivos dias. Todas as pessoas que fizerem a inscrição precisam levar documentos que comprovem sua deficiência para participar do evento. Quem não conseguir realizar a inscrição por meio do link pode comparecer ao camarote durante o evento com documentação em mãos que comprove aptidão para ocupar o espaço.

    As inscrições para o “Camarote da Inclusão” acontecerão por meio do link: https://mossorocidadejunina.com.br/inclusao, que também está disponível no menu do site do MCJ. Os resultados das inscrições poderão ser conferidos em https://mossorocidadejunina.com.br/edicoes/2026/documentos_inclusoes.

    Nessa primeira noite de shows no MCJ 2026, apresentar-se-ão no Polo Estação das Artes os artistas: Calcinha Preta, Iguinho e Lulinha, João Gomes, Alef e Marig.

  • Lei de autoria do vereador Eribaldo reconhece Atheneu Norte-Riograndense como Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial de Natal


    A Câmara Municipal de Natal aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira (10), o Projeto de Lei nº 37/2025, de autoria do vereador Eribaldo Medeiros, que reconhece o Colégio Estadual Atheneu Norte-Riograndense como Patrimônio Histórico-Cultural Imaterial do Município de Natal. A matéria foi aprovada em segunda discussão e agora segue para sanção do Poder Executivo.

    Com 192 anos de história, o Atheneu é a instituição de ensino mais antiga do Rio Grande do Norte e ocupa lugar de destaque na formação educacional, cultural e social do estado. Ao longo de quase dois séculos, a escola contribuiu para a formação de importantes nomes da política, das artes, da educação e da vida pública potiguar, consolidando-se como um dos maiores símbolos da educação norte-rio-grandense.

    “Primeiro, quero agradecer a todos os vereadores de Natal que aprovaram esse projeto tão importante. Pelo Atheneu passaram figuras históricas da política, historiadores, artistas, cantores e milhares de cidadãos que ajudaram a construir a nossa sociedade. Hoje, esta Casa faz história ao reconhecer como patrimônio uma instituição que tem 192 anos de existência e um legado inestimável para a educação do nosso estado”, destacou o vereador Eribaldo Medeiros.

    A iniciativa busca valorizar e preservar a memória, a tradição e a relevância histórica do Atheneu para as atuais e futuras gerações, reconhecendo sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade potiguar.

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