Carcará do Potengi: Moro saiu: Oh! E agora, quem poderá nos defender?

Aqui do meu ninho e tomando as devidas precauções contra o Covid-19, com minha excepcional visão (pode pesquisar!), observei um incêndio recente e de proporções devastadores em Brasília: o pedido de demissão do ex-juiz e agora ex-ministro Sérgio Moro, do ministério da justiça. Por um instante, aliás, por praticamente um dia, o Brasil esqueceu um pouco do vírus que está castigando a humanidade e sendo o carrasco de vidas mundo afora.

Voltando no tempo, vamos para novembro de 2018, quando o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou Sérgio Moro como seu futuro ministro da justiça. Havia todo um simbolismo naquela indicação, afinal, o ainda juiz (só pediu demissão depois) era “o cara” (sem trocadilho com nenhum ex-presidente), considerando o seu trabalho à frente das condenações da operação lava-jato. Bolsonaro queria mostrar que o seu governo, ao longo de pelo menos 4 anos, iria trabalhar no combate à corrupção e ao crime organizado, e nada melhor que nomear quem melhor representasse tudo isso. Até aí tudo bem.

O problema é que, no meio do caminho, após 1 ano e 4 meses, o capitão reformado apresentou o dicionário “Bolsonarês”, que saiu com somente um exemplar, e que o chefe geral da nação guarda com unhas e dentes em sua cabeceira, junto de sua arma, é claro.

Na edição limitadíssima da publicação acima citada, há o verbete “autonomia”, ao qual Moro foi devidamente apresentado no imbróglio que envolveu a saída a pedido ou ex-officio (ninguém sabe mais de nada!) do diretor geral da Polícia Federal, delegado Maurício Valeixo, em virtude da tentativa do presidente, segundo Moro, de interferir politicamente na instituição.

Em seu discurso pós discurso de Sérgio Moro, Bolsonaro finalmente explicou, por mais óbvio que possa parecer, que autonomia é diferente de soberania. Nesse ponto, ficará a eterna dúvida se Bolsonaro explicou tim-tim por tim-tim sobre o que era a carta branca (não tão branca assim!) que ele garantira ao magistrado quando da indicação para ministro. Resta também a dúvida se Moro foi inocente. Acredito que ele não foi político, como de fato não era.

Naquele encontro simbólico no final de 2018 estavam um político e um juiz, celebrando uma união. Realmente, não tinha como acabar bem esse casamento, e o divórcio foi traumático para as duas partes. Moro pode figurar muito bem como o marido traído, que vê seu consorte ceder aos encantos da política, aquela mesma velha política que dizia combater, cortejando o “centrão”, transformando cargos na PF como moeda de troca, uma espécie de toma lá dá cá com o congresso, ou parte dele.

Nossa democracia é assim. O eleitor que vota em Bolsonaro, em muitos casos, é o mesmo que votou em deputados que estão atolados até o pescoço em investigações ainda da lava-jato e outras.

Nessa verdadeira luta verbal de UFC entre os dois, Moro ganhou o embate com larga pontuação e deixou um Bolsonaro quase desvalido, sendo amparado por seus médicos-ministros.

Assim como Lula em 2003, Bolsonaro teve que ceder aos encantos de uma ala do congresso para garantir a tão sonhada governabilidade. Há que diga que o carro perdeu o controle e encontra-se desgovernado.

Brasília e o Brasil não serão mais os mesmos. Tenho a impressão de que entre caçadas e voos, vou ter muito o que escrever ainda sobre esse assunto.

Por fim, assim como eu aqui no meu ninho, fique em casa tá ok?

Confira também

  • Esquadrão de Bombas encontra granada perto de corpo após homicídio em cidade do RN

    O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foi acionado na manhã desta terça-feira (22) para atender uma ocorrência de homicídio com a presença de uma granada em Assú, na região Oeste do Rio Grande do Norte.

    No local, os policiais constataram que a vítima havia sido atingida por diversos disparos de arma de fogo. Durante a averiguação da área, uma granada de fragmentação foi encontrada nas proximidades do corpo.

    Diante da presença do artefato explosivo, o Esquadrão de Bombas do BOPE foi acionado e deslocou uma equipe especializada até o local para avaliar a granada e adotar os procedimentos de segurança.

    A área foi vistoriada pela equipe, que adotou os procedimentos necessários para a neutralização e a remoção segura da granada.

    Portal da 98 FM

  • Após assassinato de irmão de prefeita em comício, TRE-RN pede força federal para Doutor Severiano

    Pablo Jacob/Agência O Globo

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o envio de força federal para Doutor Severiano nas eleições de 2026. A medida foi tomada após o assassinato de Wilson Flávio Leite Gonçalves, secretário municipal de Agricultura e irmão da prefeita Maria de Fátima (PSD), durante um comício no domingo (20).

    O pedido foi apresentado pela presidente do TRE-RN, desembargadora Martha Danyelle Sant’Anna Costa Barbosa, e referendado pelo Pleno da Corte nesta terça-feira (22). A decisão final sobre o envio das tropas caberá ao TSE.

    Wilson Flávio, de 56 anos, foi atingido por pelo menos três tiros durante o evento político na zona rural do município. Um policial militar foi preso no dia seguinte suspeito do crime. Segundo a PM, ele teria usado uma máscara de Homem-Aranha para esconder o rosto.

    O TRE-RN ressaltou que o pedido de reforço não estabelece relação entre o homicídio e qualquer candidatura e que a motivação do crime continua sob investigação. Para a Justiça Eleitoral, porém, a ocorrência de violência armada durante uma mobilização política, às vésperas do primeiro turno, justifica o reforço preventivo da segurança.

    Outros nove municípios potiguares já tiveram o envio de força federal autorizado para as eleições: Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria, Tibau, Boa Saúde, Sítio Novo, Serra Caiada, Ipanguaçu e João Dias. O primeiro turno acontece em 4 de outubro.

  • Allyson apresenta projeto visual da terceira ponte de Natal e anuncia início dos estudos em janeiro de 2027


    O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), publicou nesta terça-feira, em suas redes sociais, imagens do que poderá ser a terceira ponte de Natal, proposta que pretende ampliar as ligações viárias entre a Zona Norte e as demais regiões da capital. A nova travessia sobre o Rio Potengi é uma das principais obras de infraestrutura defendidas pelo candidato para enfrentar os problemas de mobilidade de Natal e da Região Metropolitana. As imagens divulgadas pela campanha tem crédito do Cerne, Centro de estratégias em recursos naturais e energia.

    Na publicação, Allyson reafirmou o compromisso com a construção da ponte e anunciou que pretende iniciar, em janeiro de 2027, o trabalho de estruturação técnica necessário para viabilizar a obra. A etapa deverá envolver a definição do traçado, critérios técnicos, orçamento e elaboração do projeto executivo. A proposta é que a nova ponte não funcione de forma isolada, mas integre um complexo viário conectado à Avenida Itapetinga, à Avenida das Fronteiras e a importantes corredores de trânsito da capital.

    “Vamos construir a terceira ponte de Natal. Esse é um compromisso nosso, porque a mobilidade urbana da nossa capital e de toda a Região Metropolitana está travada e, com a terceira ponte, que nós vamos tirar do papel, a vida do povo vai mudar. Vamos iniciar um grande projeto já em janeiro de 2027 e trabalhar firme pelos recursos para realizar esse sonho do nosso povo”, afirmou Allyson na publicação.

    Para viabilizar o investimento, o candidato afirma que pretende buscar recursos junto ao Governo Federal, à bancada federal do Rio Grande do Norte e por meio de outras modalidades de financiamento. Durante o debate da TV Tropical, realizado nesta segunda-feira (21), Allyson também defendeu a criação de uma estrutura estadual dedicada à elaboração de projetos e à captação de recursos, acompanhada de um banco de projetos para que grandes intervenções de infraestrutura possam chegar às fontes financiadoras com estudos técnicos previamente estruturados.

    A terceira ponte é apresentada por Allyson como parte de uma intervenção mais ampla na mobilidade da Grande Natal. O planejamento defendido pelo candidato prevê conectar a nova travessia à Avenida Itapetinga e concluir a Avenida das Fronteiras, criando novos caminhos entre a Zona Norte e as zonas Leste e Sul. Allyson afirma que pretende iniciar a elaboração técnica da obra logo no começo de uma eventual gestão e, paralelamente, trabalhar na articulação institucional e financeira necessária para transformar a proposta em uma nova ligação viária sobre o Rio Potengi.

  • Governo do RN transfere sede administrativa para Mossoró nos dias 28, 29 e 30 de setembro

    Governadora Fátima Bezerra despachará da Reitoria da UERN e cumprirá agenda com vistorias e reuniões na região

    O Governo do Rio Grande do Norte terá sede temporária em Mossoró, na região Oeste potiguar, nos dias 28, 29 e 30 de setembro. A transferência ocorre durante a programação da Festa da Liberdade e tem como objetivo aproximar o Executivo estadual da população do município e da região.

    Durante o período, a sede do Governo do Estado passará a ser, de forma temporária, a Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

    Ao longo dos três dias, a governadora vai cumprir agendas voltadas para infraestrutura, educação, abastecimento e segurança pública, além de reuniões com o setor produtivo e vistorias em obras na região.

    A transferência temporária da capital administrativa do Rio Grande do Norte foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra, nesta terça-feira (22), por meio da Lei nº 12.902, que regulamenta a iniciativa, após aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa.

    A instalação do Governo em Mossoró coincide com a Festa da Liberdade, que celebra o pioneirismo da cidade em eventos históricos. A programação comemora marcos como o Motim das Mulheres (1875), a abolição da escravidão cinco anos antes da Lei Áurea (1883), a resistência ao bando de Lampião (1927) e o primeiro voto feminino do Brasil e da América Latina, de Celina Guimarães Vianna, no mesmo ano.

  • Samanda assume compromisso com a Liga e levar pauta da saúde de Mossoró ao Senado

    A candidata ao Senado Samanda de Lula assumiu, nesta segunda-feira (21), o compromisso de levar para o Congresso Nacional a pauta de expansão da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer e de defender, em Brasília, a ampliação dos serviços especializados oferecidos pelo SUS em Mossoró. Entre as demandas apresentadas à candidata estão a consolidação da oncologia pediátrica, a UTI pediátrica, o Serviço de Referência em Doenças Raras, novas áreas de alta complexidade, equipamentos de diagnóstico, formação de especialistas e a expansão física da instituição.

    “Levar essa pauta para o Senado é defender que o investimento público continue chegando ao interior e que Mossoró tenha condições de oferecer cada vez mais serviços de alta complexidade pelo SUS. A Liga tem uma história de atendimento à população do Oeste, e essa expansão depende da união entre Município, Estado e Governo Federal. Quero levar essa agenda para o Senado, defender os recursos necessários no Orçamento, acompanhar a execução das políticas federais e trabalhar para que essas demandas se transformem em atendimento para quem precisa”, afirmou Samanda de Lula.

    A agenda apresentada à candidata reúne demandas prioritárias, segundo a direção da Liga, incluindo serviços assistenciais, equipamentos, formação médica e projetos de expansão. A discussão envolve diferentes níveis de governo e não atribui a uma única instituição ou administração a responsabilidade pelas conquistas já obtidas.

    Entre os avanços recentes está a habilitação da Liga pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Doenças Raras, formalizada pela Portaria GM/MS nº 10.226, de 10 de fevereiro de 2026. O hospital aparece atualmente na relação oficial do Ministério da Saúde entre os serviços habilitados para atendimento de doenças raras no país.

    A habilitação federal foi acompanhada de recurso para o custeio do serviço. Em maio, o Município de Mossoró formalizou contrato de R$ 1,787 milhão, com vigência de 12 meses, para financiar ações e serviços destinados ao atendimento de pacientes com doenças raras pelo SUS.

    É nesse cenário que Samanda coloca sua atuação no Senado. A proposta apresentada pela candidata é defender a continuidade dos investimentos federais e a ampliação da capacidade de atendimento especializado no interior do Rio Grande do Norte.

    Uma construção que envolve Estado e União

    Hoje, a instituição já reúne serviços de alta complexidade que permitem a pacientes do Oeste realizar tratamentos que, historicamente, exigiam deslocamentos para outras cidades e até outros estados.

    Em 2026, essa estrutura avançou novamente. Em fevereiro, o Ministério da Saúde habilitou a Liga como Serviço de Referência em Doenças Raras, por meio da Portaria GM/MS nº 10.226, de 10 de fevereiro. A habilitação transformou a instituição no primeiro serviço desse tipo no Rio Grande do Norte.

    Na mesma data, a União habilitou leitos de UTI Pediátrica e estabeleceu recurso financeiro para sua manutenção no âmbito do SUS.

    A habilitação federal, porém, não surgiu isoladamente. Ela integra um processo de articulação entre a Liga, a Secretaria de Estado da Saúde Pública e o Ministério da Saúde. A própria Sesap confirmou publicamente a participação do Estado na construção das habilitações.

    No caso das doenças raras, o dinheiro federal já começou a seguir para o serviço. Em maio, o Município de Mossoró formalizou contrato de R$ 1,787 milhão com a Liga para custear ações e serviços destinados aos pacientes com doenças raras no SUS, com vigência até maio de 2027.

    Fátima, Lula e a Liga

    Após a decisão da governadora Fátima Bezerra de oferecer base física à expansão da instituição, com a cessão de patrimônio estadual, a direção da Liga agora reivindica uma nova etapa dessa parceria: transformar o espaço já disponibilizado em uma estrutura permanente capaz de receber novos serviços.

    Entre as prioridades estão a UTI Pediátrica, a oncologia pediátrica e a ampliação da assistência especializada.

    A direção também defende que o hospital avance na transformação em Hospital Universitário, modelo que permitiria associar assistência, formação profissional e produção de conhecimento.

    Essa reivindicação dialoga com outra necessidade do Oeste: formar e fixar profissionais especializados na própria região.

    A Liga já participa da formação médica por meio de residências. A UERN, por sua vez, aprovou residência em Clínica Médica com seis bolsas financiadas pelo programa Pró-Residências do Ministério da Saúde, em parceria com a instituição.

    A lógica defendida pela Liga é que o investimento público não termine na compra de equipamentos ou na construção de paredes. Ele precisa produzir atendimento e, ao mesmo tempo, formar profissionais capazes de manter essa estrutura funcionando.

    A etapa que ainda falta

    A experiência recente mostra que a habilitação de um serviço é apenas uma das etapas para sua efetiva operação.

    No caso das doenças raras, por exemplo, depois da portaria federal foi necessária a formalização do contrato entre o Fundo Municipal de Saúde e a Liga para que os recursos destinados ao serviço fossem operacionalizados.

    A agenda apresentada pela Liga inclui justamente demandas que estão em diferentes estágios: algumas já habilitadas, outras em fase de estruturação e outras dependentes de novos investimentos.

    É nesse conjunto de etapas que Samanda pretende concentrar sua atuação no Senado: acompanhar a política federal de saúde especializada, defender a destinação de recursos e atuar pela expansão da capacidade instalada da Liga e da rede pública regional.

    Para uma instituição que atende pacientes de Mossoró e de outros municípios do Oeste potiguar, a ampliação significa aumentar a quantidade de serviços que podem ser realizados na própria região, especialmente em áreas que exigem equipamentos, profissionais e estrutura de alta complexidade.

  • Mais de 400 seções de votação mudam de endereço no RN; veja como consultar onde votar

    Mais de 400 seções eleitorais tiveram o endereço alterado no Rio Grande do Norte para as eleições de 2026, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN). A partir desta terça-feira 22, o eleitor pode consultar gratuitamente se houve mudança em seu local de votação pelo site da Justiça Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título. A consulta individual também está disponível no serviço “Onde votar”, do TSE.

    Na página de alterações do TRE-RN, o eleitor escolhe um dos 167 municípios do estado para verificar as mudanças. Quando há remanejamento, a relação mostra a seção eleitoral, o endereço antigo e o novo. Se não houve alteração no município selecionado, a página informa isso.

    Eleitores podem consultar pelo site da Justiça Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título se houve mudança no local de votação – Foto: Reprodução

    Em Natal, seções que funcionavam em escolas e outros locais de votação foram transferidas. Segundo o representante da Justiça Eleitoral ouvido na reportagem, cinco seções da ADFERN passaram para o Colégio Antônio Geório Medeiros. Na 3ª Zona Eleitoral, dez seções do Presidente Kennedy foram remanejadas para a Escola Estadual Dr. Manoel Vilaça. Ele afirmou que as transferências são feitas para locais próximos aos anteriores.

    “A gente sempre orienta que o eleitor consulte o local de votação antes de sair de casa, que o eleitor leve anotados os números dos seus candidatos. Isso vai facilitar bastante o fluxo de votação”, disse o representante. Ele também orientou quem estiver fora do domicílio eleitoral no dia da eleição a usar o aplicativo e-Título para justificar a ausência, sem precisar ir a um local de votação.

    O primeiro turno será em 4 de outubro. O eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Conferir o endereço e anotar os números antes de sair de casa pode ajudar a evitar atrasos na votação.

    Agora RN

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