Artigo Ney Lopes: “Análise: debates e propostas em torno da pandemia”

Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal e advogado – [email protected]

A pandemia tem causado discussão obscurantista no país, quando se aborda a necessidade do isolamento social. Cientificamente, a decisão de flexibilizar levará em conta a curva de novos casos e o perfil populacional.

As conclusões unanimes são de que, independentemente do isolamento social, haverá recessão econômica. Bill Gates, o segundo homem mais rico do mundo, considerou trágicos e dramáticos os efeitos econômicos, porém afirmou que a economia é possível ressuscitar, os mortos não. E concluiu: “não há escolha, a não ser continuar com o isolamento social”.

O “Imperial College” de Londres calculou que 44 mil brasileiros podem morrer, mesmo com isolamento horizontal, mas essa cifra alcançaria 529 mil se adotado o isolamento vertical, antes de sinais de queda. Atualmente, 17 estados têm mais de 70% dos seus leitos ocupados.

As dúvidas sobre “isolamento social” foram esclarecidas em análise científica divulgada no último 26 de março, de autoria dos pesquisadores de renome internacional, Sergio Correia, Stephan Luck, e Emil Verner. (“Pandemics Depress the Economy Public Health Interventions do not evidence from the 1918”).

O estudo prova que nos Estados Unidos, durante a gripe espanhola, as cidades que aplicaram o isolamento social obrigatório, fechamento do comércio e outros, não apresentaram desempenho pior na economia e cresceram mais rapidamente na fase posterior ao término da pandemia.

Vê-se que o isolamento social “diminui” os prejuízos econômicos, ao contrário do que muitos alegam.

No meio de tanta incerteza, a nação assiste atônita o controvertido e inverossímil debate político, que dificulta encontrar soluções para a saúde pública, sem quebrar a harmonia social.

A discordância nasce dos alegados efeitos danosos do isolamento social no dia a dia dos mais pobres, em razão da paralização temporária da economia. Trata-se do óbvio ululante, que as soluções “urgentes e necessárias” estão nas mãos dos governos. O retorno ao trabalho deverá ocorrer, em momento certo.

Desconhecer a racionalidade e justificar o desuso da ciência seria o mesmo que, no meio de um “tsunami”, propor que as águas sejam contidas, antes do salvamento coletivo.

Adotadas as necessárias cautelas, viabiliza-se a economia. Armínio Fraga, insuspeito economista liberal e proprietário de Banco, afirmou que o “isolamento vertical” aumentaria os custos econômicos, pois as pessoas não sairiam gastando, nem os empregos preservados.

A questão não é o número até reduzido de infecções, ou mortes, mas o esgotamento da oferta de leitos hospitalares, que aumentará a despesa e a mortalidade.

Olhando o futuro, após a normalização da economia, Armínio Fraga, opõe-se às atuais “distorções tributárias”, incentivos e subsídios sem controle, que hoje consomem mais de 10% do PIB. Conclui dizendo, que esse dinheiro economizado mudará a cara do Brasil.

Trocando em miúdos, Armindo Fraga abre o inadiável debate da reforma tributária, que deverá ser tema prioritário no “day after” da pandemia. Impõe-se que o Congresso Nacional leve em conta alternativas fiscais, que “dividam” sacrifícios sociais, com “rua de mão dupla”, a fim de “compensar” as atuais perdas.

Há mais de trinta anos está aprovado na Constituição (artigo 153, VII) o imposto sobre grandes fortunas, com arrecadação prevista de 70 a 80 bilhões, equivalente à recriação da CPMF, sem a desvantagem de afetar o consumo dos mais pobres e vantagem de onerar apenas de 2 a 5% da população.

Por outro lado, o Brasil é um dos poucos países, em que lucros e dividendos distribuídos aos acionistas estão isentos de imposto de renda (é cobrado nos Estados Unidos, Europa e Ásia).

Em 2019, os três maiores bancos brasileiros distribuíram com acionistas (pessoas físicas) R$ 38 bilhões, na forma de dividendos, sem pagamento de “um tostão” de imposto de renda. Isto é justo?

Não se alegue que o imposto já fora cobrado na pessoa jurídica. No sistema jurídico brasileiro, pessoas físicas e jurídicas são entes distintos e têm direitos e obrigações diferentes. Claro, que o fato gerador somente alcançaria valores expressivos, com as ressalvas do artigo 43 da Constituição, em relação às regiões norte, nordeste e centro oeste.

Estudo da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, revela que o governo poderá arrecadar até R$ 59,79 bilhões com a tributação de lucros e dividendos.

Países capitalistas integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), instituição que o país quer ingressar, já tributam grandes fortunas, lucros e dividendos.

Seríamos exceção?

Uma pergunta a ser respondida!

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  • UFRN encerra inscrições para concurso de professor a partir do dia 17

    Reitoria UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) — Foto: Cícero Oliveira/UFRN

    As inscrições para o concurso de professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte começam a ser encerradas a partir do dia 17 de abril. As seleções são voltadas ao Instituto Metrópole Digital e oferecem duas vagas imediatas, além de cadastro reserva.

    Os editais contemplam oportunidades para professor efetivo e temporário nas áreas de Algoritmos e Estrutura de Dados, Jogos Digitais e Segurança da Informação e Redes. Um dos processos seletivos tem inscrições até 17 de abril, enquanto o outro segue até o dia 22.

    A remuneração varia conforme o cargo e a titulação. Para professor efetivo, com dedicação exclusiva, o salário pode chegar a R$ 14,4 mil. Já para professor substituto, com carga de 40 horas semanais, a remuneração é de até R$ 9,2 mil.

    Para as vagas efetivas, é exigido doutorado e o processo inclui prova escrita, didática, defesa de memorial e análise de títulos. No caso dos temporários, é necessário ensino superior com pós-graduação, e a seleção ocorre por meio de prova didática e avaliação de títulos.

    As provas para professor substituto estão previstas entre 14 de maio e 7 de junho. Já a prova escrita para professor efetivo deve ocorrer em 26 de julho.

    As inscrições são feitas exclusivamente pelo sistema SIGRH.

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    A busca por procedimentos que vão além da estética e promovem bem-estar real tem crescido no Brasil. Nos últimos anos, aumentou a procura por técnicas que aliam estética e saúde, especialmente entre pessoas que buscam reduzir inchaço, retenção de líquido e desconfortos corporais do dia a dia. Entre elas, a drenagem linfática se destaca como uma das mais procuradas, não apenas pelos efeitos visuais, mas pelos benefícios diretos no organismo. Para a especialista Rebeca Lemos, esse movimento representa uma mudança clara no comportamento do público.

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    “As pessoas não querem mais apenas resultados imediatos. Elas buscam algo que realmente traga benefício para o corpo como um todo, que ajude no inchaço, na retenção de líquido, na sensação de peso e até no estresse do dia a dia”, explica.

    Com uma trajetória que inclui atuação no Rio de Janeiro, experiência internacional e formação de profissionais na área, Rebeca Lemos destaca que a drenagem ganhou força justamente por sua versatilidade. Hoje, pode ser adaptada para diferentes perfis, incluindo gestantes, pessoas em pós-operatório e pacientes com dores corporais recorrentes.

    “A drenagem deixou de ser um procedimento isolado. Ela passou a ser integrada a outros cuidados, com uma abordagem mais completa. É possível direcionar a técnica conforme a necessidade de cada pessoa, seja para relaxamento, recuperação ou melhora estética”, afirma.

    Esse olhar mais amplo sobre o corpo também tem impulsionado a evolução das técnicas. Profissionais da área vêm desenvolvendo métodos que combinam diferentes abordagens dentro de uma mesma sessão, potencializando os resultados e ampliando os benefícios da drenagem linfática.

    Nesse contexto, ganha destaque o Método Rebeca Lemos, técnica autoral que integra drenagem linfática, manobras modeladoras e terapias relaxantes, associadas a recursos como bambuterapia, ventosas e pedras quentes. A proposta é tratar o corpo de forma global, respeitando suas particularidades e promovendo uma experiência mais completa.

    Além dos benefícios físicos, outro fator que contribui para o crescimento da técnica é o impacto no bem-estar emocional. A rotina acelerada, o estresse e o aumento de queixas relacionadas à saúde mental têm levado mais pessoas a buscarem terapias que promovam relaxamento e reconexão com o próprio corpo.

    Esse cenário também impulsiona a valorização de profissionais qualificados e de métodos estruturados, capazes de oferecer segurança e resultados consistentes.

    Segundo Rebeca Lemos, esse é um caminho sem volta. “A tendência é que a estética continue caminhando junto com a saúde. Não existe mais essa separação tão rígida. O cuidado com o corpo passa, cada vez mais, por entender o organismo como um todo”, conclui.

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    O Movimento Democrático Brasileiro no Rio Grande do Norte avançou, nesta quinta-feira (9), na definição da nominata de candidatos a deputado estadual para as eleições de outubro. A articulação foi conduzida pelo vice-governador e presidente estadual do partido, Walter Alves.

    O encontro reuniu lideranças da legenda, além do pré-candidato ao governo Allyson Bezerra, do pré-candidato a vice Hermano Morais e do ex-senador Garibaldi Alves Filho.

    A sigla trabalha com a expectativa de eleger entre três e quatro deputados estaduais. A lista ainda não foi oficializada, mas deve ser anunciada nos próximos dias.

    Entre os nomes cotados estão o próprio Walter Alves, o ex-prefeito de Assú Ivan Júnior, o ex-prefeito de Serra do Mel Bibiano, o ex-deputado Antônio Jácome e o vereador Clóvis Júnior, além de outras lideranças políticas e representantes de diferentes segmentos.

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    O programa Farmácia Popular do Brasil passou por ampliação em 2026 e agora inclui novos medicamentos com gratuidade total, especialmente voltados ao tratamento de colesterol alto e rinite.

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    Para ter acesso aos medicamentos, o paciente deve apresentar documento com CPF e receita médica válida — que pode ser emitida tanto pelo SUS quanto por serviços privados — em farmácias credenciadas com o selo do programa.

    Beneficiários do Bolsa Família continuam tendo acesso gratuito a todos os itens disponibilizados, incluindo medicamentos que antes exigiam coparticipação.

    Além dos remédios, o programa mantém a distribuição gratuita de absorventes e produtos de higiene íntima para estudantes da rede pública e mulheres em situação de vulnerabilidade, reforçando ações de combate à pobreza menstrual.

    A recomendação é que os usuários mantenham a receita atualizada e verifiquem se a farmácia está integrada às novas regras, que incluem, em alguns casos, sistemas de identificação por biometria.

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    Visando promover o debate, a articulação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao cooperativismo no município, foi aprovado o Projeto de Resolução nº 01/2025, que institui a Frente Parlamentar de Defesa e Fomento do Cooperativismo no âmbito do Legislativo municipal. A proposta, de autoria do presidente da Casa Legislativa, vereador Dr. César Maia, foi aprovada na sessão ordinária desta quinta-feira (9), no Plenário Dr. Mário Medeiros.

    De acordo com o propositor, a iniciativa busca reconhecer o setor como ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico e social de Parnamirim. “A medida reforça o compromisso da Câmara com o desenvolvimento de uma economia mais solidária, democrática e sustentável no município”, afirmou o Dr. César Maia.

    Entre os principais objetivos da Frente estão o incentivo ao cooperativismo, o estímulo à criação de políticas públicas de apoio às cooperativas locais, a promoção de audiências públicas, seminários e debates, além do diálogo com entidades representativas do setor. O projeto estabelece ainda que a Frente Parlamentar não terá caráter deliberativo, atuando como órgão de estudo, apoio e promoção do cooperativismo.

  • Cármen Lúcia antecipa eleição para sucessão no TSE

    A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, antecipou para a próxima terça-feira (14) a eleição simbólica que vai confirmar os ministros Nunes Marques e André Mendonça nos cargos de presidente e vice-presidente da Corte eleitoral, respectivamente. Eles já fazem parte do tribunal.

    No dia 3 de junho, Carmen Lúcia encerra o mandato de dois anos no comando do TSE.

    A medida foi anunciada durante a sessão de julgamento na manhã desta quinta-feira (9).

    Diante da proximidade do período eleitoral, a ministra decidiu antecipar sua saída do tribunal para permitir que a transição de gestão possa ser iniciada.

    “Eu decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão da presidência deste TSE, iniciar o procedimento para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição para equilíbrio e calma na passagem das funções aos que dirigirão a Justiça Eleitoral e conduzirão o processo eleitoral de outubro”, esclareceu a ministra.

    A posse de Nunes Marques e Mendonça deve ocorrer no final do mês de maio.

    O TSE é composto por sete ministros, sendo três do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos.

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