Dia: 8 de julho de 2019

  • Fátima reúne bancada federal para tratar de recursos federais para a saúde

    ELISA ELSIE/ASSECOM/RN

    A governadora Fátima Bezerra reuniu representantes das bancadas parlamentares federal e estadual do RN, na manhã desta segunda-feira, 08, para tratar do repasse de recursos federais para a saúde no Rio Grande do Norte. O Governo do Estado cobra a contrapartida federal aos serviços já prestados na saúde pública em 2019.

    “Há três semanas tentamos marcar audiência com o ministro da Saúde e não conseguimos. Vimos tratando com o ministério desde fevereiro. Atendemos todas as solicitações do Governo Federal, apresentamos relatórios e documentos e o ministro prometeu que iria fazer os repasses. Mas isto não aconteceu. Não quero acreditar que está havendo retaliação política ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou Fátima Bezerra. A governadora quer do Governo Federal o mesmo tratamento dados aos estados de Minas Gerais e Goiás, que já receberam recursos do Governo Federal este ano.

    Para o deputado federal João Maia “o governo federal está devendo ao Rio Grande do Norte”. Ele participou das reuniões da governadora com autoridades do Ministério da Saúde e ouviu o compromisso de fazer os repasses que não aconteceram.

    A senadora Zenaide Maia ressaltou que grande parte da despesa do Governo do Estado com a saúde se dá por determinação judicial, “inclusive no caso das UTI’s e da alta complexidade, que são os serviços mais onerosos”, afirmou.

    Secretário de Saúde do RN, Cipriano Vasconcelos disse que o Estado não está recebendo as contrapartidas do Governo Federal para os serviços já prestados em 2019 na saúde. “Por isso ocorrem os problemas de atraso no pagamento a fornecedores e alguns prestadores de serviço”, informou Cipriano, acrescentando que o déficit previsto para este ano, hoje, é de R$ 154 milhões.

    Benes Leocádio, deputado federal, disse que “é urgente a liberação dos recursos federais para o RN pagar serviços essenciais à população. Estamos juntos ao governo do estado na luta pela liberação dos recursos. A população do RN não pode mais esperar, é preciso o compromisso, a ação imediata do Governo Federal”.

    A reunião também teve a participação dos deputados estaduais Bernardo Amorim (da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa), George Soares, líder do Governo na AL e Isolda Dantas.

    HISTÓRICO

    As solicitações do Governo ao Ministério da Saúde integram o Plano de custeio da Saúde Pública apresentado no mês de março último ao secretário executivo do ministério, João Gobbardo dos Reis.

    O plano é voltado para soluções de médio e curto prazo para diminuir a superlotação das unidades, conter as paralisações na prestação de serviços e evitar o colapso na área, com um investimento total de R$ 220,6 milhões.

    O pedido foi reforçado em maio, em reunião com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que assegurou o atendimento ao pleito, mas até agora não deu retorno.

    O plano define como prioridades a liberação de R$ 50 milhões para cirurgias (oncológicas, cardíacas, neurocirurgias e de alta complexidade), abastecimento de insumos e medicamentos. O sistema estadual de regulação de cirurgias tem mais de 8 mil pessoas na fila de espera para procedimentos de urgência e eletivos, além de mais de 20 mil requisições de ultrassonografia e 8 mil para tomografia.

    O plano ainda trata da integração do Hospital da Polícia Militar ao SUS, financiamento para a criação de consórcios regionais interfederativos (policlínicas), ampliação do teto em áreas de média e alta complexidade (MAC), custeio solidário dos leitos de UTI, aumento de recursos para contratos com os hospitais universitários e liberação de emendas parlamentares para hospitais estaduais.

    O teto do MAC teve decréscimo nos últimos anos. A produção de serviços nas unidades estaduais ultrapassou o teto em mais de 40%, com uma diferença negativa de cerca de R$ 50 milhões.

    O plano do Governo do Estado também inclui o ressarcimento pelos processos de judicialização, que também já foi tratado com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. O Governo do Estado, em 2018, teve mais de R$ 60 milhões seqüestrados pela Justiça para atender a decisões judiciais, além de manter 30 leitos de UTI na rede privada, ao custo de R$ 50 milhões/ano, também por decisão judicial.

    SOLICITAÇÕES DO PLANO ENTREGUE AO MINISTÉRIO DA SAÚDE

    – Hospital da PM: R$ 7,8 milhões/ano
    – Custeio da produção da Sesap: R$ 50,4 milhões/ano
    – Complementação dos serviços sem financiamento federal: R$ 33 milhões/ano
    – Cirurgias oncológicas: R$ 17 milhões/ano
    – Cirurgias ortopédicas: R$ 2 milhões/ano
    – Cirurgias urológicas: R$ 2,2 milhões/ano
    – Déficit nas tomografias, ressonâncias e cintilografias: R$ 26 milhões/ano
    – Leitos de UTI judicializados: R$ 45,9 milhões
    – Leitos de UTI próprios: R$ 20,8 milhões
    – Cirurgias eletivas: R$ 7,6 milhões

  • Projeto de Styvenson para castrar estuprador é “desumano e inconstitucional”

    Projeto de Styvenson para castrar estuprador é

    O projeto de lei do senador potiguar Styvenson Valentim que prevê a castração química voluntária para condenados reincidentes por crimes de estupro e importunação sexual é inconstitucional e desrespeita os direitos humanos. Essa é avaliação de advogados e especialistas na área.

    A proposta prevê que o condenado que aceitar esse tratamento receberia a liberdade condicional. O texto aguarda parecer na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

    “O projeto tem vários problemas de caráter constitucional e até de direitos humanos, essa ideia de punições eternas, que impõe a perda de uma condição humana fere o compromisso universal com a dignidade”, avalia Mônica Sapucaia Machado, professora da Escola de Direito do Brasil (EDB), especialista em compliance de gênero.

    Ela assinala que a violência não é necessariamente praticada com a utilização do órgão sexual. “Existe um erro crasso nesse projeto que é entender que a violência sexual se restringe ao ato sexual. O abuso sexual está relacionado aos atos forçosos sobre a dignidade sexual de outrem, podendo ser feitos das mais diversas formas. Liberar um agressor apenas porque ele aceitou perder a função do órgão sexual não protege ninguém, apenas desumaniza o agressor”, diz.

    Também professor da EDB, o criminalista João Paulo Martinelli questiona a eficácia do projeto e defende uma ampla discussão sobre o assunto. “É necessário, além da constitucionalidade, debater se a medida proposta é eficaz para diminuir as causas dos crimes sexuais. Além disso, os crimes sexuais possuem também causas de ordem cultural, como a ideia machista de que a mulher é propriedade do homem”, argumenta Martinelli.

    Ela alerta ainda que o projeto faz referência a países que adotaram a castração química, mas não explica como foi o processo e se houve o efeito desejado. “É preciso estudar e debater muito.”

    Adib Abdouni, criminalista e constitucionalista, classifica como cruel a sanção penal prevista pelo projeto.

    “A proposta ostenta contornos de imoderação e contraria o conceito de proporcionalidade. Também viola direitos e garantias fundamentais previstos no texto constitucional, que asseguram ao infrator da lei penal o respeito à sua integridade física e moral. A Constituição veda a instituição de sanção penal de caráter cruel”, afirma.

    Com informações do Blog do Fausto, Estadão.

  • Aprovação de Bolsonaro salta 11 pontos e chega a 52% entre os mais ricos

    Foto: Agência Brasil

    Uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira aponta um salto de 11 pontos da aprovação do presidente Jair Bolsonaro na parcela mais rica da população brasileira – em contramão ao observado em outros segmentos. De acordo com o levantamento, o percentual dos que avaliam a gestão como ótima ou boa é de 52% na faixa dos que ganham acima de dez salários mínimos. No levantamento anterior, em abril, este percentual era de 41%.

    Além do avanço na aprovação, o percentual dos mais ricos que consideram o governo “ruim ou péssimo” recuou de 37% para 32% . Já o percentual dos que consideram “regular” é de 15% entre aqueles que ganham acima de dez salários mínimos.

    Segundo o Datafolha, a avaliação do governo Bolsonaro é mais crítica entre aqueles que recebem de cinco a dez salários mínimos. O percentual de aprovação nesta faixa de renda caiu de 43% em abril para 37% neste mês. Já a avaliação como “regular” oscilou de 26% para 29% nesta faixa. Entre os que consideram “ruim ou péssimo”, o percentual oscilou de 28% para 32%.

    De acordo com o levantamento, o governo Bolsonaro é aprovado por 33% dos brasileiros . Este é o índice de entrevistados que consideram ótimo ou bom o desempenho do presidente nesses primeiros seis meses de gestão. Para outros 31%, a administração de Bolsonaro é considerada regular e, para outros 33%, ruim ou péssimo.

    O Globo

  • Reforma da Previdência: Secretário do Governo Fátima critica exclusão de Estados

    Fotos: Comunicação/ALRN

    O secretário estadual de Planejamento, Aldemir Freire, homem forte do Governo Fátima Bezerra (PT) nestes primeiros meses de gestão, criticou a retirada de estados e municípios da reforma da Previdência. Para o auxiliar da petista, a decisão dos deputados federais pode transformar o projeto em uma “meia reforma”.

    A declaração do secretário foi publicada pelo jornal O Globo desta segunda-feira (08). “Ele calcula que, se os trechs retirados fossem mantidos, seu estado conseguiria economizar R$ 7,4 bilhões em dez anos, sendo R$ 1 bilhão só com a mudança na Previdência dos militares”, diz a reportagem.

    “Não dá para se chamar reforma da Previdência um processo que deixa de fora estados, municípios e militares. No Rio Grande do Norte, o déficit da Previdência dos militares representa 10% do rombo previdenciário total (hoje em R$ 1,7 bilhão”, disse Aldemir ao jornal.

  • Onyx estima 330 votos favoráveis à reforma da Previdência em 1º turno

    Onyx estima 330 votos favoráveis à reforma da Previdência em 1º turno
    Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, demonstrou otimismo com a possibilidade de votação do primeiro turno da Reforma da Previdência nesta semana no plenário da Câmara dos Deputados.

    Neste domingo (7), após encontro com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Onyx disse que, pelos cálculos do governo, nessa etapa, deve alcançado um resultado proporcional ou melhor do que obtido na Comissão Especial na última quinta-feira (4), quando a proposta de reforma da Previdência foi aprovada por 36 votos a 13. “Temos um cálculo realista ao redor de 330, com pé bem no chão, e caminhamos para ter algo em torno de 330 e pode ser até mais do que isso. É uma margem que a gente acredita ser possível”, afirmou.

    O ministro disse que Maia e ele discutiram procedimentos para dar início à votação da matéria na terça-feira (9) e que a discussão deve se estender até quarta-feira (10), com a votação do primeiro turno da matéria em seguida. Onyx lembrou ainda a reunião que terá no mesmo dia com governadores em Brasília. A expectativa é de que eles ajudem a convencer parlamentares de suas bancadas a votar a favor do texto.

    Sobre possíveis alterações no texto, Onyx disse que há consenso entre as bancadas de que a manutenção da proposta aprovada na Comissão Especial é desejável. Mesmo assim, o ministro admite que um ou outro ponto poderá ser ajustado. “É claro que, pontualmente, alguma questão pode surgir no plenário”, ressaltou. Segundo Onyx, a intenção é manter a potência fiscal da proposta ao redor de R$ 1 trilhão. “Estamos conseguindo sensibilidade das bancadas”, afirmou.

    O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, também participou do encontro com Maia.

    Policiais
    Sobre as reivindicações dos policiais, que pleiteiam benefícios especiais para a categoria, o ministro disse que existem muitas questões, além da idade mínima para aposentadoria, a serem tratadas no caso deles, mas que o governo considera que avanços importantes já foram feitos na comissão especial. “Me parece que o texto aprovado na comissão já contempla questões importantes para policiais”, ressaltou Onyx,. Ele informou que deve receber ainda hoje uma avaliação bastante detalhada sobre o pleito da categoria e que, a partir daí, o assunto poderá ser mais bem discutido.

    Agência Brasil

  • MP suspeita que Governo do RN pague conta d’água de escola ocupada pelo MST

    MP suspeita que Governo do RN pague conta d'água de escola ocupada pelo MST

    O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou inquérito civil público para investigar o pagamento da conta de água da escola agrícula de Ceará-Mirim, que encontra-se desativada e ocupada por integrantes do Movimento Sem Terra (MST). A suspeita é que o Governo do Estado esteja mantendo os pagamentos em dia.

    Segundo o MP, o fato pode representar “violação a interesses difusos e coletivos relacionados à probidade administrativa”. A abertura do inquérito foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (05).

    Conforme determinação do MPT, a Secretaria Estadual de Educação precisará informar se existe alguma turma de ensino funcionando na Escola Agrícola de Ceará-Mirim, indicando a quantidade de turmas, alunos e os servidores lotados. Além disso, a Secretaria Estadual de Finanças precisará informar os motivos pelos quais o Governo do Estado paga a conta de água do colégio, que pertence ao patrimônio da União.

    O MP solicita que o Serviços de Água e Abastecimento de Ceará-Mirim informe a quanto tempo o Governo do RN paga o fornecimento de água do local e o valor total pago no período em questão. A determinação é assinada pela promotora de Justiça, Izabel Cristina Pinheiro.

    Grande Ponto