• Proteção Social de militares estaduais é tema de debate na Assembleia Legislativa

    O novo Sistema de Proteção Social dos policiais e bombeiros militares do RN foi tema de discussão em audiência pública na Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (25). Proposto pelo deputado Subtenente Eliabe (SDD), o debate objetivou receber sugestões de melhorias na lei estadual e esclarecer eventuais dúvidas acerca do tema.

    “Essa é uma pauta importante e necessária não apenas para os militares, mas também para a população do RN, visto que esse novo sistema irá reconhecer a importância desses profissionais na garantia da segurança de todos, convertendo-se na melhoria dos serviços prestados aos cidadãos”, disse o parlamentar.
    Segundo Eliabe, esse novo sistema dos militares foi estabelecido pela Lei Federal 13.954/2019, que condicionou os estados a enviarem para suas Casas Legislativas projetos de lei que tratem do assunto.

    Primeiro membro da Mesa dos Trabalhos a discursar, o capitão Ramalho, da Polícia Militar do RN, fez uma explanação sobre o funcionamento do Sistema de Proteção Social, que, segundo ele, não se confunde com previdência.

    “Esse é o início da conclusão de um projeto que vem se estendendo há cinco anos. A audiência de hoje é extremamente importante para a consolidação desse trabalho que trará benesses para os militares de todo o Estado”, iniciou.

    De acordo com o militar, o termo “proteção social” era um entendimento doutrinário que nunca havia sido consolidado em legislação, até o advento da Lei 13.954. “Essa lei conceitua proteção social como sendo um ‘conjunto integrado de direitos, serviços e ações, permanentes e interativas, de remuneração, pensão, saúde e assistência’. É como se fosse uma seguridade. Não existe contribuição. É uma contrapartida do Estado pelos nossos serviços prestados na vida militar”, explicou.

    Na sequência, o Subtenente Gonzaga, que é deputado federal por Minas Gerais e esteve à frente na construção da lei federal, falou das conquistas trazidas pela legislação à categoria. “O grande passo que a Lei 13.954 trouxe foi descaracterizar o benefício da aposentadoria dos militares do conceito de previdência, que consiste num seguro dependente de uma contribuição por determinado tempo. Após ficar constatado que não somos servidores, e sim, militares, fica claro o direito que temos à proteção social”, ressaltou.

    Segundo Gonzaga, a Lei 13.954 buscou uma simetria entre os militares estaduais e os federais, não em todos os pontos, mas nos principais fundamentos. “Além disso, a Lei 13.954 deixou claro que os militares não possuem previdência e que a eles não se pode aplicar nenhuma lei dessa natureza. Ademais, foi garantida a integralidade e paridade entre ativos, inativos e pensionistas”, detalhou.

    Sobre o Projeto de Lei do Rio Grande do Norte, ele afirmou que o Estado está no caminho certo. “O governo já enviou o projeto dentro dos parâmetros da lei federal e, portanto, está tudo bem encaminhado. Eu só senti falta da ampliação da proteção social com relação à questão da Saúde. Mas isso é um desafio em todos os estados”, concluiu.

    Em seguida, o presidente da Federação Nacional de Praças, subtenente Éder, enriqueceu o debate, explanando algumas particularidades e experiências de Minas Gerais, além de lembrar da complexidade do sistema jurídico brasileiro e, mais especificamente, o militar.

    “Não se pode entender que diminuir o tamanho da cesta de benefícios aos militares seria economizar para o Estado. O único órgão de Segurança que fica alerta 24 horas por dia é a Polícia Militar. Então o que a gente espera do Legislativo é que ele não conceda um benefício, mas uma garantia”, disse.

    Para o Coronel Josenildo Acioly Bento, subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do RN, os três pilares do Sistema de Proteção Social são a paridade/integralidade, a saúde e a assistência social.

    “A Proteção Social não se trata de privilégio. É um benefício, uma garantia. E eu vou mais além: é uma compensação pela nossa atividade militar. Os civis têm acesso a 34 direitos sociais, enquanto nós militares temos apenas seis. Então nós esperamos que os deputados estaduais deem a devida atenção que o projeto merece”, pleiteou.

    Na sequência, o Major Robson Teixeira, presidente da Associação dos Oficiais Militares do RN, falou da importância do Projeto de Lei que está sendo discutido na Casa.

    “Esse é um projeto discutido a mil mãos, exaustivamente, para que tenhamos alcançado todos os princípios de simetria. Ou seja, todos os direitos que os membros das Forças Armadas, no que tange à sua inatividade e pensão, fosse alcançado por nós, sem distinção”.

    Ele pediu ainda que se tenha o máximo de cuidado com as emendas dentro da Casa Legislativa. “Esse texto foi escrito com muito esmero, então eu peço que, se for para acrescentar emendas, que seja para aumentar direitos, não para retirá-los de nós”, finalizou.

    De acordo com a presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos do RN, subtenente Márcia, é preciso celeridade na tramitação do projeto. “Esse projeto foi idealizado por oficiais e praças, há muito tempo. E nós pedimos celeridade, porque já faz mais de um ano que estamos nessa roda de conversa. As pensionistas, por exemplo, estão passando por um processo muito crítico. Existem esposas de militares falecidos aguardando seus benefícios há meses e passando por muitas necessidades”, revelou.

    O sargento Roberto Campos, presidente da Associação de Cabos e Soldados da PMRN, opinou que o Sistema de Proteção Social irá corrigir injustiças sofridas pelos militares ao longo dos anos.

    “Diante dessa correção que está sendo feita, nós temos essa necessidade de debater o assunto e dar celeridade ao processo, principalmente pela questão das pensionistas, que vêm padecendo ao longo dos anos, com perdas emocionais e financeiras”, disse.

    Também presente à audiência, o deputado estadual Coronel Azevedo (PSC) falou da importância do trabalho cooperativo das associações das corporações militares do Estado. “Eu estive comandante da Polícia Militar por sete meses, e todos os anteprojetos de lei que se iniciaram na nossa corporação tiveram a participação expressiva das associações. Então eu sei da relevância dessas instituições para a Segurança Pública do RN”, frisou.

    Por fim, acerca da Proteção Social, o parlamentar falou sobre as três emendas que apresentou ao Projeto de Lei enviado pela governadora Fátima Bezerra (PT) à Assembleia Legislativa, que tratam: da isenção da contribuição aos militares portadores de patologias incapacitantes, de acordo com a legislação do Imposto de Renda; do horário especial às pessoas com deficiência; e do abono de permanência aos militares com tempo de aposentadoria, até atingirem a idade compulsória.

    A audiência contou ainda com representantes de associações de policiais e bombeiros militares de outras regiões do Rio Grande do Norte, como a Agreste e a do Seridó.

  • VÍDEO: ‘Meu sonho é prender um’, afirma Styvenson sobre prefeitos do RN que segundo ele não prestam contas

    98 FM – O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) afirmou nesta segunda-feira (25), sem citar nomes, que tem o desejo de prender prefeitos e demais gestores potiguares (como secretários) que, segundo ele, não prestam contas de recursos recebidos através de emendas parlamentares.

    Durante uma live no Instagram, o senador, que é capitão da reserva da Polícia Militar, lamentou que não tenha essa autoridade. A fala aconteceu nos últimos 3 minutos da transmissão.

    Em conversa com uma seguidora, Styvenson explicou que, assim que tomou posse, decidiu enviar emendas parlamentares para todos os municípios do Estado e que tinha o plano de “prender” alguém que recebesse o recurso e não prestasse contas. Ele afirmou que dois gestores se enquadram nessa situação, mas que infelizmente não foi possível puni-los ainda.

    “O método que eu usei de distribuição de recursos não foi para ganhar voto, não foi para curral eleitoral. O meu método primeiro que eu pensei foi: uma hora um desse não presta conta, e eu vou prender um por um. Minha primeira ideia foi essa: eu vou dar dinheiro para todo mundo e os que não prestarem contas, eu vou ficar atrás. Meu sonho é prender. Eu gosto de prender vagabundo, odeio vagabundo. Eu vibro quando pego um. A gente já pegou dois, mas eu não posso prender como eu prendia antes”.

  • Escolas do município de Riachuelo recebem certificado e selo de Bio Prevenção do SEBRAE

    Na manhã desta segunda-feira, 25, na sede da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer – SEMECEL, foi realizado a solenidade de entrega do selo e do certificado Bio Prevenção, concedido pelo Sebrae como aprovação da aplicação dos protocolos de segurança necessários para a retomada das aulas presenciais.

    Os documentos foram entregues pelas consultoras do Sebrae Danielle Bezerra e Derúcela Dantas, que contou com a presença do secretário municipal da Educação, Rômulo Basílio; Secretário do Gabinete Civil, Caetano Sena; coordenadoras da SEMECEL e gestores escolares.

    No início do ano o município de Riachuelo aderiu ao Programa de Bio Prevenção e a escolas Manoel Gurgel do Amaral Valente; José Alves de Lima; Francisquinho Caetano; Pte. Tancredo Neves, além da Creche Pequenos Querubins foram contempladas para implementação do projeto. Hoje, todas elas receberam o selo e o certificado.

    “A Prefeitura não mediu esforço para garantir todos os equipamentos e materiais necessários para implantação do projeto. Receber a certificação e o selo é um marco que demonstra que fizemos o investimento correto para a adequação das nossas escolas, atendendo aos rigorosos protocolos exigidos pelo Sebrae”, ressaltou o secretário da Educação Rômulo Basílio.

    O Projeto Bio Prevenção é realizado em parceria com o Sebrae, o Sesi, a Femurn e a Undime.

  • João Maia presente em solenidade de entrega de ações do governo federal para o Seridó

    O deputado federal João Maia (PL/RN) participou nesta segunda-feira (25), em Caicó, da cerimônia de entrega do programa Wi-Fi Brasil, que permite conectividade de alta velocidade para dez comunidades rurais do Seridó. O evento aconteceu na Ilha de Santana, com a presença do ministro das Comunicações, Fábio Faria, o prefeito de Caicó, Dr. Tadeu e seu vice Toinho Santiago, além de 70 prefeitos de diversos municípios do Rio Grande do Norte.

    Durante o evento, com as presenças do presidente nacional da Funasa, Miguel Marques, e o superintendente estadual, Pablo Tatim, aconteceu a inauguração de obras sanitárias na região, além do repasse de R$ 19,8 milhões para a construção de aterros sanitários pela Fundação Nacional de Saúde. Foi também assinada Ordem de Serviço para perfuração e/ou instalação de poços artesianos em favor de 79 municípios, totalizando R$ 13 milhões em investimentos, onde parte desses recursos federais foram conseguidos através do trabalho do deputado João Maia.

    Ainda na solenidade, aconteceu a entregue para implantação do sistema de rádio digital para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), onde Caicó e outros 37 municípios tem cobertura total ou parcial nesta 1ª etapa. Um pleito que João Maia também teve participação.

  • Durante encontro estadual do PSC, Coronel Azevedo destaca importância da mulher na política

    O Partido Social Cristão (PSC) no Rio Grande do Norte realizou o 1º Encontro Estadual do PSC Mulher neste fim de semana. Oportunidade para palestras e debates a respeito de temas como fidelidade partidária, contabilidade eleitoral, liderança, Outubro Rosa, saúde mental, e dados estratégicos para uma gestão pública mais eficiente.

    À frente do diretório estadual do PSC, o deputado estadual Coronel Azevedo ressaltou a importância de as mulheres serem protagonistas dentro da política brasileira. “É fundamental que haja a participação das mulheres na discussão dos rumos da política em nosso Brasil, seja como candidatas ou lideranças partidárias”, disse.

    Ele agradeceu ao presidente nacional do PSC, senador Marcondes Gadelha, e a presidente nacional do PSC Mulher, Jemima Santana, pelo apoio e participação no evento.

    Na opinião de Marcondes Gadelha, as mulheres precisam ser incentivadas a entrar na política e dentro dela ter o apoio para “desenvolver ações que contribuam para o bom debate e o fortalecimento da sociedade”.

    Na abertura do congresso, ocorrida no sábado, além dos pré-candidatos a deputado federal Nathan Queiroz, Jerônimo do Sertão e Irismar Sousa, a presença do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, dos deputados federais General Girão e Benes Leocádio, dentre outras lideranças.

    Durante o encontro foi empossado o diretório estadual do PSC Mulher com a seguinte composição: Alexandra Nascimento (presidente), Iris de Góis (vice-presidente), Ariana Suassuna (2ª vice-presidente), Patrícia Guedes (secretária-geral), Gildene Costa (1ª vogal), e Karina Azevedo (2ª vogal).

    Também foi apresentado o sistema integrado de manejo de indicadores de diversas atividades e serviços públicos, em âmbito municipal, estadual e federal, desenvolvido pelo PSC nacional durante palestra de Val Soares.

    Jemima Santana elogiou a realização do encontro em Natal, além da formação do diretório estadual. “Eventos como este só tendem a fortalecer e incentivar que a mulher saiba que tem seu espaço dentro da política”, comentou.

    Já no domingo foram realizadas palestras sobre Outubro Rosa, a saúde mental na mulher e sobre despertar liderança e protagonismo da mulher na política brasileira conduzidas pela presidente nacional do PSC Mulher e pela psicanalista e especialista em saúde mental, Carol Machado.

    Durante as palestras, a presidente estadual do PSC Mulher Alexandra Nascimento debateu sobre a importância da expansão do PSC Mulher nos municípios potiguares.

    No encerramento, Coronel Azevedo agradeceu a participação de vereadores, vice-prefeitos e presidentes de diretórios municipais do PSC vindos de várias cidades do Rio Grande do Norte.

  • CPI pede banimento de Bolsonaro de redes sociais e 10 novos indiciamentos em relatório

    O senador Renan Calheiros (MDB-AL) e os membros do grupo majoritário da CPI da Covid decidiram incluir no relatório final da comissão um pedido de medida cautelar ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o presidente Jair Bolsonaro seja banido das redes sociais.

    A medida ainda precisará ser aprovada pelo colegiado durante a votação do documento, prevista para esta terça-feira (26). Além de estar presente no documento final, a comissão vai votar um requerimento em separado para enviar a medida cautelar ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news.

    Os membros do grupo majoritário também decidiram acrescentar a proposta de indiciamentos de 10 novas pessoas por seus crimes durante a pandemia do novo coroanvírus. Com isso, o relatório final vai propor o indiciamento de 76 pessoas e duas empresas (Precisa Medicamentos e VTCLog.

    Folhapress